BR poderá competir em igualdade de condição e superar distribuidoras, diz Parente – Jornal do Comércio

Com a abertura de capital da BR Distribuidora, a companhia terá total autonomia de gestão e poderá competir, com igualdade de condições, e superar as demais distribuidoras, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em cerimônia de comemoração da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR, que rendeu à petroleira cerca de R$ 5 bilhões, o maior IPO desde 2013 na bolsa brasileira.

A ação da BR foi precificada em R$ 15, no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 19. A demanda dos investidores superou a oferta em cerca de três vezes, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A ação ON subia 2,87%, a R$ 15,43. Um dos atrativos, na visão de investidores, foi exatamente o desconto em relação à Ultrapar, dona das marcas Ipiranga, calculado em cerca de 35%.

Com esse dinheiro em caixa, visto que a oferta foi secundária e a Petrobras vendeu cerca de 30% da BR, Parente reafirmou a meta da empresa de concluir seu plano de desinvestir US$ 21 bilhões no biênio de 2017 e 2018.

Parente citou a melhoria em toda a estrutura de governança da BR, que foi listada no Novo Mercado, segmento de mais elevadas práticas de governança corporativa da B3. “É essencial que a empresa mantenha as suas boas práticas de governança corporativa”, disse. O executivo afirmou que a BR melhorará sua gestão, de forma ética e também atenta à rentabilidade.

Ele disse ainda que a meta da estatal é de que todas as duas subsidiárias e coligadas estejam enquadraras nas melhores práticas de governança corporativa.

O presidente da BR, Ivan de Sá, destacou que a governança da companhia hoje supera a exigida pelo Novo Mercado e que a equipe está engajada para entregar rentabilidade, indo além do que já tem como compromisso. “Haverá um grande esforço para entrega de resultados”, disse.

O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse que a oferta da BR traz a atenção para a Bolsa e para o mercado de ações no Brasil. A operação, segundo ele, marca a bolsa como uma plataforma para obtenção de recursos pelas companhias. “A nova fase da BR fica agora evidente com a operação”, avaliou, acrescentando que o futuro das empresas passará pela Bolsa. O executivo disse, porém, que “Brasília precisa entender a importância do mercado de capitais”.

O clima na estreia da BR era de festa, com os principais executivos da Petrobras, BR e B3 vestidos de frentistas. O antigo pregão da Bolsa também estava cheio e decorado, incluindo com um loja “BR Mania”.

O ano de 2017 foi o mais aquecido para IPOs na Bolsa brasileira, com um movimento de cerca de R$ 40 bilhões, o maior volume desde 2009.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!