Maioria das Bolsas da Europa termina semana em queda, com realização de lucro – Jornal do Comércio

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta sexta-feira em direções opostas, influenciados pela resolução temporária do impasse envolvendo o Brexit e as incertezas em torno da aprovação da reforma tributária dos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou a sessão em 388,08 pontos, baixa diária de 0,21% e semanal de 0,35%.

Exatos sete dias depois de o Reino Unido apresentar um rascunho de acordo para a União Europeia em relação ao Brexit, os líderes europeus decidiram avançar mais um passo nesta sexta-feira. De acordo com o líder do Conselho Europeu, Donald Tusk, o acordo de comércio da UE com os britânicos é “realista, mas dramaticamente difícil”.

Apesar do tom cauteloso, a Bolsa de Londres fechou a sessão no positivo, com 7.490,57 pontos. A alta diária foi de 0,57% e a semanal foi de 1,31%. Na sessão, destaque para o setor de mineração, com a subida de 1,61% da Glencore, 1,69% da Antofagasta e 2,27% da BHP Billiton.

Mas a valorização semanal não foi vista nos demais mercados europeus. Mesmo após a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que deu sinal verde para a manutenção da política acomodatícia, os investidores passaram a realizar lucros recentes.

O único dos principais índices a acumular alta semanal além do de Londres foi o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, que terminou em 5.385,63 pontos, ganho diário de 0,55% e de 0,47% em relação à sessão de sexta-feira passada.

Em Frankfurt, apesar da alta diária de 0,27%, para 13.103,56 pontos, na semana o índice DAX perdeu 0,38%. Em Paris, o CAC-40 recuou para 5.349,30 pontos, perda diária de 0,15% e semanal de 0,92%.

A possibilidade de eleições gerais na Itália, aventada nesta semana pela imprensa italiana, gerou tensão na Bolsa de Milão. Dissoluções de parlamento não são novidade no país. O que preocupa, neste caso, é o avanço de eurocéticos, como o populista Movimento 5 Estrelas, em detrimento a grupos políticos tradicionais, como a coligação Força Itália, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Assim, o índice FTSE-Mib amargou queda diária de 0,44% e semanal de 2,68%, terminando a sexta-feira em 22.094,04 pontos. O setor bancário, o mais afetado com um eventual afastamento do governo central da União Europeia, foi o que mais se destacou entre as baixas da sessão – Intesa Sanpaolo recuou 0,21%, BPM perdeu 2,33% e UniCredit cedeu 1,88%.

Os bancos também lideraram as baixas na Espanha. A Bolsa de Madri recuou 0,26% na sessão, para 10.150,40 pontos, e perdeu 1,65% na semana. Os papéis do Bankia cederam 1,85% no pregão e do Bankinter recuaram 0,51%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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