Com noticiário escasso, Ibovespa segue Nova Iorque e fecha em alta de 0,70% – Jornal do Comércio

O mercado brasileiro de ações tirou a reforma da Previdência do radar das próximas semanas e, diante da agenda escassa, voltou suas atenções nesta segunda-feira (18), às influências do cenário externo. Lá fora, houve ganhos em commodities e as bolsas de Nova Iorque dedicaram o dia a renovar recordes. Com isso, o Índice Bovespa encontrou espaço para avançar e terminou o dia em alta de 0,70%, aos 73.115,44 pontos. Os negócios somaram R$ 14,1 bilhões, inflados pelos R$ 4,4 bilhões movimentados no exercício de opções sobre ações.

Um dos principais destaques do dia foi Vale ON, que subiu 2,58%, favorecida pela alta de 3,71% do minério de ferro no mercado à vista chinês (porto de Qingdao). As ações da Petrobras avançaram 1,80% (ON) e 1,81% (PN), beneficiadas pelo anúncio um acordo com a norueguesa Statoil para comprar uma participação de 25% no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Mais cedo, a alta dos preços do petróleo foi outro fator positivo para as ações, mas a commodity perdeu sustentação à tarde, após dados de estoques americanos apontarem avanço das reservas.

As ações do setor financeiro também contribuíram para os ganhos do dia, embora em menor proporção. À tarde, a agência de rating Moody’s afirmou ver como positivo o acordo fechado pelos bancos brasileiros para corrigir a inflação dos planos econômicos dos anos 1980 e do início dos 1990. De acordo com a agência, o entendimento acaba com as incertezas e reduz os passivos das instituições para um nível gerenciável. “O pagamento deve representar cerca de metade das provisões feitas”, apontou a Moody’s. Entre as ações dos bancos, o destaque ficou com Banco do Brasil ON (+1,34%) e Bradesco PN (+0,80%).

Nos Estados Unidos, o dia foi de amplo otimismo em relação à conclusão da reforma tributária, esperada para esta semana. Os juros dos Treasuries subiram e as bolsas de Nova York atingiram marcas inéditas ao longo do dia. Por lá, a expectativa é de que a reforma favoreça um impulso na economia do país.

O mercado, segundo profissionais, tende a minimizar o noticiário em torno da reforma da Previdência no curto prazo, por conta do adiamento da votação na Câmara. “Há uma ausência de motivos com potencial para fazer a bolsa registrar grandes movimentos de alta ou baixa. A tendência de agora em diante é o mercado acompanhar o cenário internacional e as commodities, com uma ou outra ação respondendo ao noticiário corporativo”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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