Dólar recua em linha com movimento da moeda americana no exterior – Jornal do Comércio

O dólar à vista operou em queda ao longo de toda a segunda-feira (18), enquanto o negociado para janeiro oscilou ora no campo positivo, ora no negativo durante a tarde. O sobe-e-desce chegou ao fim com a notícia de que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se reunirá na próxima quinta-feira (21), com representantes das principais agências de classificação de risco para discutir o adiamento da reforma da Previdência e as perspectivas econômicas para 2018. Com isso, o dólar tanto à vista como no mercado futuro encerraram a sessão na casa de R$ 3,29.

O dólar à vista fechou em queda de 0,35%, a R$ 3,2954. Na máxima, atingiu R$ 3,3013 (-0,18%) e, na mínima, R$ 3,2795 (-0,83%). O giro foi de US$ 2,250 bilhões.

“O mercado está mais calmo, devolvendo as altas das últimas semanas. Isso mostra como foi precipitada a guinada do dólar a R$ 3,34”, afirma Jaime Ferreira, superintendente de câmbio da Intercam Corretora. “A minha expectativa é de que o câmbio encerre o ano por volta de R$ 3,25”, acrescenta. Para Cleber Alessie Machado Neto, operador da H.Commcor Corretora, a especulação de curto prazo acabou com a definição da votação da reforma da Previdência, marcada para 19 de fevereiro. “O próximo ‘driver’ vai ser o julgamento do Lula em janeiro, mas até lá devemos seguir o movimento do cenário internacional”, diz Machado Neto.

Lá fora, a moeda americana também se desvalorizou. O dólar caiu ante as principais divisas compiladas pelo índice Dollar Index, que alcançou o patamar mais baixo intraday durante o discurso da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sobre as negociações do Brexit. Também recuou frente a moedas de países emergentes e ligadas a commodities, e o destaque foi o rand sul-africano, que avançou ao redor de 3%, com a eleição de Cyril Ramaphosa para a presidência do partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês).

Nos Estados Unidos, a expectativa é de que a reforma tributária seja votada ainda nesta semana. Se confirmada a aprovação da proposta, que prevê repatriação dos lucros de empresas americanas, o dólar pode ser beneficiado, mas não muito, de acordo com os estrategistas de câmbio do J.P.Morgan.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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