Petróleo fecha em alta após rebeldes iemenitas lançarem míssil contra Riad – Jornal do Comércio

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (19), à medida que os investidores monitoraram o lançamento de um míssil por rebeldes iemenitas contra a Arábia Saudita e a paralisação contínua das atividades de um oleoduto no Mar do Norte.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para fevereiro fechou em alta de 0,62%, a US$ 63,80 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para fevereiro subiu 0,59%, a US$ 57,56 por barril, enquanto o contrato do WTI para entrega em janeiro, que venceu nesta terça, avançou 0,52%, a US$ 57,46 por barril.

Na manhã desta terça-feira, a Arábia Saudita informou que interceptou um míssil lançado por rebeldes xiitas do Iêmen cujo alvo era o palácio real em Riad. O anúncio, realizado pela coalizão liderada pelos sauditas, que luta contra os rebeldes iemenitas desde 2015, mostrou imagens de fumaça sobre o céu da capital saudita. Não foi registrado nenhum incidente. Com o lançamento, novas tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram ao radar e apoiaram os preços do petróleo.

Além disso, a gigante de petróleo russa Rosneft “está contemplando os cortes além de 2018, o que provavelmente apoia um pouco” o avanço nos preços da commodity, disse o economista de commodities da Capital Economics, Thomas Pugh. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros 10 produtores de fora do cartel, incluindo a Rússia, concordaram, no fim do mês passado, em prorrogar um acordo para conter cerca de 2% da produção do óleo até o fim do próximo ano.

O primeiro-vice-presidente da Rosneft, Pavel Fedorov, teria dito que um acordo liderado pela Opep para reduzir a produção bruta “poderia ser prorrogado” depois que expirar no fim do próximo ano.

Com todo esse pano de fundo, os preços do petróleo também receberam apoio da paralisação no sistema de oleodutos Forties, no Mar do Norte, na semana passada. A interrupção, que pode durar semanas, interrompe o fluxo de cerca de 450 mil barris por dia no Mar do Norte.

A Ineos, empresa proprietária do sistema, disse nesta terça-feira que as peças necessárias para reparar o oleoduto foram criadas e devem ser entregues nos próximos dias. A empresa afirmou, ainda, que não houve mudança na cronologia anterior para o reparo do sistema, que continua sendo de duas a quatro semanas. “Eu acho que todos continuam a acompanhar o progresso que a Ineos está fazendo”, disse o sócio-fundador da Again Capital, John Kilduff.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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