Tesouro Direto registra quarto mês seguido de saques em novembro – Valor

BRASÍLIA  –  O Tesouro Direto, plataforma que permite a negociação de títulos da dívida pela internet, completou o quarto mês consecutivo de resgate de líquido, em um movimento que pode ser encarado como uma realização de lucros, estimulada pelo fechamento de taxas de alguns vencimentos que levam à acentuada valorização nominal dos papéis.

Em novembro, a saída líquida ficou em R$ 125 milhões, e nos últimos quatro meses soma R$ 860 milhões, sendo R$ 189 milhões em outubro, R$ 486 milhões em setembro e R$ 58,9 milhões em agosto.

Em nota sobre o balanço mensal, o Tesouro Nacional afirma que apesar desse novo resgate, o estoque do Tesouro Direto fechou o mês de novembro em R$ 48,1 bilhões, o que representa aumento de 0,6% em relação ao mês anterior (R$ 47,8 bilhões) e de 21,6% sobre novembro de 2016 (R$ 39,6 bilhões).

No mês passado, foram realizadas 171.339 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor total de R$ 1,094 bilhão. Os resgates totalizaram R$ 1,219 bilhão, sendo R$ 1,173 bilhão relativos às recompras e R$ 45,6 milhões, aos vencimentos.

Para o Tesouro, os resultados obtidos em novembro evidenciam a continuidade do processo de democratização do programa. O acesso dos pequenos investidores se materializa nas aplicações de até R$ 1 mil, que representaram 58,1% dos investimentos realizados, novo recorde da série histórica iniciada em janeiro de 2009.

A proporção do número de vendas até R$ 5 mil (82,3%) também é a maior da série histórica. O valor médio das operações no período foi de R$ 6.384,30, menor marca desde setembro de 2003 (R$ 5.423,78).

O número de investidores ativos, que são aqueles que efetivamente possuem aplicações, subiu em 6.618, elevando o total a 558.313 investidores, maior patamar desde o início do programa. O crescimento em relação a novembro de 2016 foi de 45,9%.

Já o acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 56.881, totalizando recorde de 1.779.756 participantes inscritos, o que representa aumento de 65,1% nos últimos 12 meses. O mês também marcou recorde histórico do percentual de mulheres cadastradas, com 27,3% do total.

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic, com participação no volume total de investimentos de 47%. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 33,1% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), responderam por 19,9%.

As aplicações em títulos com vencimento entre um e cinco anos representaram 4%, as com prazo entre cinco e dez anos, 75,1% do total. E 20,9% dos investimentos foram feitos em títulos com vencimentos acima de dez anos.

Olhando o estoque, os títulos remunerados por índices de preços somam R$ 28,9 bilhões, sendo o mais representativo (60,1% do total). Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 23%, e os títulos prefixados, com 16,7%.

Com relação à maturação, a parcela com vencimento em até um ano (4,1%) registrou a menor marca desde dezembro de 2015 (2,5%). Adicionalmente, o montante do estoque vincendo em até cinco anos (45,9%) é o menor da série histórica, iniciada em janeiro de 2005.

Fonte Oficial: Valor.

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