Índice de produção desacelera em novembro e marca 50,5 pontos – Jornal do Comércio

O índice da produção industrial atingiu 50,5 pontos em novembro, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O número mostra uma desaceleração em comparação com outubro, quando o índice havia atingido 52,6 pontos. Mas o fato de estar acima de 50 pontos indica crescimento da produção.

“Outubro costuma ser um mês mais forte em produção, por causa das festas de fim de ano”, explicou o economista da CNI Marcelo Azevedo. “O importante é que, em novembro, o número continua positivo, embora mostre um crescimento menor.” Os dados da produção de novembro vinham abaixo dos 50 pontos desde 2011. “Para o mês, é um resultado interessante.”

Para Azevedo, a melhor notícia da pesquisa é o índice de utilização da capacidade instalada, que atingiu 68%, ante 67% no mês anterior. “Por mais que o número ainda seja baixo, ele não era visto há bastante tempo na pesquisa.”

De forma geral, os dados da sondagem apontam para a consolidação de uma tendência de recuperação da indústria, disse o economista. Ele acredita que o dado da produção de novembro ficou um pouco retraído por uma postura de cautela do empresário industrial, que ainda não “apostou todas as fichas” no crescimento da demanda.

Novembro mostrou, ainda, uma ligeira retração no número de empregados, que atingiu 49 pontos, o que representou uma queda de 0,7 ponto em comparação com outubro. O volume de estoques ficou em 49,8 pontos, na comparação do efetivo com o planejado, o que indica que eles estão de acordo com o planejamento das empresas. Outra medição, a da evolução dos estoques, ficou em 48,9 pontos, o que aponta para uma redução “moderada”.

A pesquisa apontou, também, que os empresários estão mais otimistas neste final de 2017 do que estavam no ano passado. Em dezembro, a expectativa de demanda ficou em 53,8 pontos, e a de compra de matérias-primas, em 52,1 pontos. O índice de quantidade exportada registrou alta de 1,3 ponto em comparação com novembro.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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