Movimento de realização faz o dólar recuar no fim do pregão – Jornal do Comércio

O dólar oscilou no terreno positivo durante a maior parte da tarde desta terça-feira (19), com investidores à espera da votação da reforma tributária nos Estados Unidos. Mas perto do fechamento a divisa inverteu a tendência e encerrou a sessão com recuo de 0,10%, a R$ 3,2922, em um movimento de correção, segundo Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora. “O dólar teve uma alta muito expressiva intraday, e o mercado acabou corrigindo isso”, diz. A divisa chegou a ser negociada, na máxima, a R$ 3,3081 (+0,39%) e, na mínima, a R$ 3,2834 (-0,36%). O giro foi de US$ 2,514 bilhão.

A expectativa é que a pauta – que prevê o corte de tributos corporativos dos atuais 35% para 21%, a partir de 1º de janeiro de 2018, nos EUA – seja votada ainda nesta terça pelo Senado americano. “Em caso de aprovação, veremos a moeda americana se valorizar e o presidente Donald Trump se fortalecer”, afirma Bruno Foresti, operador de câmbio da Ourinvest.

Já no campo doméstico, o mercado repercutiu ao longo da sessão desta terça-feira a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski de suspender artigos da medida provisória que adiavam em um ano o reajuste do funcionalismo federal e aumentavam a contribuição previdenciária dos servidores que ganham mais de R$ 5,5 mil. Lewandowski tomou a decisão no âmbito de uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo PSOL e remeteu a decisão para referendo do plenário.

Em resposta à decisão de Lewandowski, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que, se o governo não conseguir adiar o aumento dos salários dos servidores previsto para janeiro, terá de adotar medidas para compensar a frustração dessa economia que já estava prevista no Orçamento de 2018. “Saber que a decisão vai a plenário trouxe uma certa tranquilidade para o mercado e a declaração de Meirelles mostrou que o governo está acompanhando atentamente a questão”, afirma Bruno Foresti.

Ainda no pregão desta terça-feira, o Banco Central realizou dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) com a oferta da totalidade de US$ 2 bilhões. No leilão A, com recompra em 2 de março de 2018, a taxa de corte ficou em R$ 3,312716. As operações – que buscam dar liquidez ao mercado em dezembro quando a procura pela moeda americana costuma aumentar, com muitas empresas e fundos remetendo divisas ao exterior – serão liquidadas no dia 21 de dezembro deste ano.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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