Movimento do varejo cresce 0,2% até novembro – Jornal do Comércio

O movimento do comércio do País atingiu o primeiro número positivo em 12 meses até novembro desde igual intervalo encerrado em junho de 2015, mostram os dados da Boa Vista SCPC. O indicador subiu 0,2% no período. “Após dois anos de retração, o indicador do comércio vem gradualmente se recuperando desde novembro de 2016, atingindo o primeiro número positivo desde junho de 2015, quando observado na aferição acumulada em 12 meses”, destaca a nota da instituição.

Na comparação com outubro com ajuste sazonal, houve expansão de 2,5% em novembro, enquanto, frente ao mesmo mês de 2016, o crescimento foi de 8,5%.

A Boa Vista SCPC espera que a recuperação do setor se consolide nos próximos meses como efeito da redução dos juros, da expansão do crédito, da melhoria dos níveis de renda e do menor desemprego.

Por setores, em novembro ante outubro, móveis e eletrodomésticos tiveram o maior avanço, de 6,8%, descontados os efeitos sazonais. Em 12 meses, a alta foi de 0,4%.

A categoria de combustíveis e lubrificantes cresceu 0,7% em novembro, com ajuste sazonal, mas teve queda de 3,1% em 12 meses. Já o segmento supermercados, alimentos e bebidas aumentou 0,2% na margem, na série dessazonalizada, mas teve crescimento de 2% em 12 meses.

A confiança do consumidor recuou 0,5% em dezembro, na segunda queda consecutiva registrada neste final de ano. É o que aponta o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em novembro, o índice já havia registrado um recuo de 0,2% sobre outubro. Com isso, o índice chegou a 100,5 pontos, apenas 0,2 ponto acima do apurado em dezembro de 2016. Ele está 7% abaixo da média histórica para o índice, que é de 108,1 pontos.

Na avaliação do economista da CNI Marcelo Azevedo, esse resultado indica que a recuperação do consumo tende a ser “moderada”. A entidade avalia que o consumidor chega a este final de ano mais preocupado com o emprego e os preços.

O Inec questiona os entrevistados sobre suas expectativas de desemprego, inflação, renda pessoal, endividamento, situação financeira e intenção de compras. Em quatro desses componentes, os resultados foram negativos em dezembro.

A expectativa de queda no desemprego caiu 5,3% em dezembro ante novembro, enquanto a de queda da inflação recuou 2,6%. A expectativa quanto ao aumento da renda pessoal caiu 1%, enquanto a de consumo de bens de maior valor ficou em -1,3%.

Por outro lado, cresceu em 3,8% em relação à satisfação quanto à renda pessoal. O índice de endividamento cresceu 3,7%, o que indica redução do endividamento das famílias.

O Inec, realizado pelo Ibope para a CNI, ouviu 2.000 pessoas em 127 municípios no período de 7 a 10 de dezembro.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!