Banco Central reduz projeções para déficit do setor externo – Jornal do Comércio

O Banco Central (BC) reduziu expressivamente suas projeções para o déficit do setor externo neste e no próximo ano, com base nos resultados verificados até novembro deste ano. A projeção para o rombo em transações correntes no próximo ano caiu de US$ 30,0 bilhões para US$ 18,4 bilhões. No caso de 2017, a previsão de déficit foi de US$ 16,00 bilhões para US$ 9,2 bilhões.

O déficit externo previsto pelo BC tende a ser completamente financiamento pelo ingresso de investimento direto. A instituição manteve a estimativa para o Investimento Direito no País (IDP) para 2018 em US$ 80,0 bilhões e para 2017, em US$ 75 bilhões.

A estimativa para a balança comercial em 2018 passou de superávit de US$ 51,0 bilhões para US$ 59 bilhões. Já a projeção para 2017 foi de superávit de US$ 61,0 bilhões para US$ 64 bilhões.

Essas projeções surgem em meio a mudanças no patamar do dólar entre o fim de setembro – quando foram divulgadas as estimativas anteriores – e o fim de novembro. A moeda americana subiu cerca de 3% no período.

O BC mudou ainda a projeção para as exportações em 2018, de US$ 218,0 bilhões para US$ 225,0 bilhões. No caso de 2017, o valor estimado passou de US$ 210,0 bilhões para US$ 217,0 bilhões.

O cálculo para as importações no próximo ano foi de US$ 167,0 bilhões para US$ 166,0 bilhões. Para 2017, passou de US$ 149,0 bilhões para US$ 153,0 bilhões.

O Banco Central reduziu também suas projeções para o pagamento de juros da dívida externa pelo Brasil. De acordo com os cálculos do BC, os gastos estimados para o próximo ano diminuíram de US$ 20,5 bilhões para US$ 16,9 bilhões. No caso de 2017, a projeção foi de US$ 23,5 bilhões para US$ 21,3 bilhões.

No caso da remessa de lucros e dividendos para outros países, a projeção do BC para 2018 não foi alterada e a casa manteve a previsão de saída de US$ 25,5 bilhões por multinacionais. Para este ano, foi diminuída a expectativa, de US$ 23,0 bilhões para US$ 21,5 bilhões.

A instituição manteve ainda sua projeção de investimentos em ações em 2018, em US$ 5,0 bilhões. No caso de 2017, o montante estimado seguiu em US$ 3,0 bilhões. Para a renda fixa, o BC também manteve a previsão de saldo líquido zero para o investimento estrangeiro em papéis negociados no mercado doméstico para os anos de 2017 e 2018.

O BC manteve suas projeções para a conta de viagens internacionais, dentro do balanço de pagamentos brasileiro. Em meio à recuperação da economia e da renda das famílias, a instituição manteve em US$ 17,3 bilhões a previsão de gastos líquidos dos brasileiros com viagens internacionais em 2018. Para 2017, a estimativa também não foi alterada e segue em US$ 13,5 bilhões.

Estes números refletem a projeção de gastos lá fora, já descontadas as estimativas de despesas realizadas por estrangeiros em viagem ao Brasil. Em 2016, com a recessão econômica, os brasileiros gastaram US$ 8,473 bilhões líquidos em outros países.

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1% em 2017 ante 2016 e de 3,0% em 2018 ante 2017, conforme a Carta de Conjuntura divulgada ontem. O crescimento de 2017 chegará a 1,1% após um avanço de 0,2% no PIB do quarto trimestre ante o terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2016, a estimativa do Ipea aponta para crescimento de 2,3%.

Isoladamente no quarto trimestre, na comparação com o período imediatamente anterior, os destaques, pelo lado da oferta, serão o PIB da indústria e o PIB de serviços, com avanço de 1,2% e 0,3%, respectivamente. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançará 0,8%, enquanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) terá alta de 1,8%.

No ano, porém, o destaque pelo lado da oferta em 2017 foi o PIB agropecuário. Pelo lado da demanda, os destaques na recuperação econômica deste ano serão o “consumo privado, exportações líquidas e estoques”, conforme o texto da Carta de Conjuntura.

Para 2018, o crescimento projetado de 3,0% terá como destaque o impulso da flexibilização da política monetária. Os pesquisadores do Ipea esperam que o Banco Central (BC) encerrará o ciclo de afrouxamento no início do ano, com a taxa básica (Selic, hoje em 7,0% ao ano) fixada em 6,75% ao ano. O Ipea projeta que a taxa seguirá nesse nível até o fim de 2018.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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