Venezuela poderá voltar ao Mercosul quando voltar à democracia, diz Temer – Jornal do Comércio

O presidente Michel Temer aproveitou rápido discurso durante abertura da reunião de cúpula do Mercosul, nesta quinta-feira (21), em Brasília, para dar um recado à Venezuela e dizer que o país foi suspenso do bloco porque “colocou em xeque” direitos fundamentais. Segundo Temer, quando a nação venezuelana voltar à democracia, poderá regressar também ao Mercosul e será “recebida de braços abertos”.

Presidente temporário do bloco econômico, Temer defendeu a suspensão da Venezuela, em dezembro do ano passado, argumentando que era uma medida que se impunha diante do regime de Nicolás Maduro.

Ainda de acordo com o presidente brasileiro, a democracia foi reconquistada “com grande custo” na América do Sul e, por isso, é preciso “defendê-la”.

“Defender a democracia não significa impor políticas a quem quer que seja. O pluralismo é da própria essência da democracia. Defender a democracia significa, isso sim, manter fidelidade aos compromissos que assumimos no Mercosul ao longo de mais de duas décadas, significa dar concretude a esses compromissos, naqueles momentos em que direitos fundamentais são postos em xeque”, afirmou Temer.

“Queremos, aliás, que a nação venezuelana, de volta à democracia, possa também voltar ao Mercosul, onde ser recebida de braços abertos”, concluiu.

A Venezuela foi suspensa do bloco em 2016 por descumprir obrigações com as quais se comprometeu em 2012, quando foi admitida no grupo.

O país também recebeu um sanção por “ruptura com a ordem democrática”, aprovada por unanimidade por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, os fundadores do bloco. A decisão foi baseada no Protocolo de Ushuaia, de 1996, que diz que os países do Mercosul devem respeitar a democracia.

Temer é presidente do Mercosul desde julho deste ano e chancelou a percepção de que houve uma “ruptura” democrática na Venezuela.

Mergulhados em uma grave crise política e econômica, integrantes do governo venezuelano e da coalizão de oposição tentam chegar -por ora sem sucesso- a um acordo para superar os problemas que aprofundam desigualdades e provocam ondas de violência no país.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!