Consumo de energia cresce 2,8% em dezembro – Jornal do Comércio

O consumo de energia no Sistema Elétrico Nacional alcançou 62.749 MW médios entre os dias 1º e 18 de dezembro. O montante corresponde a um aumento de 2,8% em relação o mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares de medição divulgados na tarde desta quinta-feira (21), pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já a geração de energia no País avançou 3,2% na mesma comparação, para 65.449 MW médios.

A análise mais detalhada do consumo mostra que no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, há uma diminuição de 0,6% no consumo, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre. Desconsiderando a migração, o consumo no mercado das distribuidoras teve alta de 2,6%.

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo cresceu 11,8%, número que considera o efeito das novas cargas vindas do ACR. Excluindo o movimento, o mercado livre registra avanço de 3,5%.

Dentre os ramos da indústria, a CCEE indica alta de consumo, principalmente nos setores de metalurgia e produtos de metais (+11,9%), veículos (+7,9%) e têxtil (+5,4%), considerando dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais. Já as maiores baixas foram observadas nos segmentos de bebidas (-6%), químico (-4,6%) e minerais não metálicos (-4,4%).

Na análise da geração, destaque para o forte crescimento da produção de energia a partir de usinas térmicas (+24%) e eólicas (+23,7%). Já a produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, apresentou queda de 3,1% nos dias monitorados frente ao mesmo período de 2016.

A CCEE estima que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, em dezembro, o equivalente a 80,7% de suas garantias físicas, ou 45.134 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o porcentual foi de 81,2%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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