Juro do cartão para cliente regular cai em novembro para 218,3% – Valor

BRASÍLIA  –  A taxa de juros do cartão de crédito rotativo para o chamado cliente regular, que quita a fatura dentro do prazo de vencimento ou paga o mínimo de 15%, caiu de 221,1% em outubro para 218,3% em novembro, de acordo com o Banco Central (BC).

Em março, antes das novas regras para o segmento entrarem em vigor, essa taxa estava em 431% ao ano. O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão e inclui também saques feitos na função crédito do meio de pagamento.

Desde abril, no caso de inadimplência do cliente, o banco deverá parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma para quitar a dívida em condições mais vantajosas dentro de 30 dias, prazo limite para essa linha agora.

Já a taxa do parcelado do cartão foi de 168,5%, ante 167% em outubro. Para o cliente não regular, que não fez nem o pagamento mínimo, a taxa foi 410,4% no mês passado, ante 413,6% em outubro.

Assim, a taxa de juros total do rotativo do cartão de crédito caiu de 338% em outubro para 333,8% ao ano em novembro, queda de 4,2 pontos percentuais.

As concessões totais do rotativo de cartão de crédito somaram R$ 17,850 bilhões em novembro, alta de 8,6% sobre outubro. Na categoria regular, o volume foi de R$ 7,471 bilhões, com redução de 1,5%, e na não regular foi de R$ 10,379 bilhões, alta de 17,3%. Dentro do parcelado, a concessão subiu 0,2%, para R$ 3,306 bilhões.

A inadimplência na modalidade rotativo foi de 36,5% no mês passado, recuando de 37,6% em outubro. No parcelado, a inadimplência foi de 1,6%, ante 1,7% em outubro. A taxa média de calote do mercado com recursos livres foi de 5,3% no mês passado.

No cheque especial, a taxa de juros cobrada ficou estável em 323,7% ao ano em novembro. Em novembro de 2016, a taxa era de 330,6%.

A inadimplência no cheque especial ficou em 14,2% no mês passado, após 14,8% em outubro.

Crédito imobiliário

O estoque de crédito imobiliário para pessoas físicas com recursos direcionados subiu 0,3% em novembro na comparação com outubro, somando R$ 563,438 bilhões. No ano, a alta é de 5,4% e, em 12 meses, o crescimento é de 6,6% — menor que os 7% vistos até outubro.

Em maio, o governo tomou novas medidas para impulsionar o setor, permitindo o uso do FGTS para compra de imóveis de até R$ 1,5 milhão.

As concessões, na mesma categoria, subiram 0,8%, para R$ 6,281 bilhões no mês. Em novembro, as concessões com taxas reguladas mostraram alta de 2,2%, para R$ 5,786 bilhões, enquanto as operações com taxas de mercado recuaram 13,2%, para R$ 495 milhões.

As taxas de juros totais caíram de 8,6% para 7,9%, no mês passado. Em novembro de 2016, a taxa estava em 10,6%. As taxas reguladas ficaram em 7,4%, ante 8,2%, e as taxas livres em 12,1%, após 11,9% em outubro.

Veículos

O saldo de operações para a compra de veículos apontou alta no mês passado. Em novembro, a carteira ficou em R$ 147,876 bilhões ante R$ 146 bilhões em outubro, alta de 1,2%.

No ano, o estoque dessa modalidade mostra expansão de 3% e, em 12 meses, o avanço também é de 3%. No ano passado, o segmento teve retração de 11%.

As concessões tiveram alta de 2,5% no mês, para R$ 8,218 bilhões. A taxa de juros média ficou em 22,1% ao ano, após 22,5% em outubro. A inadimplência na carteira de veículos ficou estável em 3,8%.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!