Recuperação da confiança do setor de construção deve seguir lenta, mas – Valor

RIO  –  A confiança do setor da construção segue a tendência de uma alta paulatina, mas contínua. O cenário para 2018 é de continuidade desse processo, a não ser que mudanças bruscas na economia ou na política causem turbulência. Para o coordenador da Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Itaiguara Bezerra, o crescimento da confiança do empresário da construção “vai ser aos poucos”.

“Não vai ser o que foi entre 2010 e 2014. Tem que ter políticas claras. Os governos federal, estaduais e municipais têm que dar incentivos para novas empreitadas, principalmente na infraestrutura”, afirmou.

Em dezembro, o Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pelo Ibre/FGV, subiu 2 pontos, para 81,1 pontos, maior nível desde janeiro de 2015, quando atingiu 84,9 pontos.

“Se não tiver nenhum choque externo ou interno nem incerteza política ou econômica, o setor vai continuar melhorando”, ressaltou Bezerra.

Ele pondera que este ano o índice acumulou alta de 9,1 pontos, puxado pelo aumento de 12 pontos do Índice de Expectativas (IE), enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 6,3 pontos. O resultado, Bezerra frisa, mostra forte avanço frente à alta acumulada de 2,1 pontos do ICST em 2016, ano em que o IE subiu 8,4 pontos e o ISA recuou 4,3 pontos.

“A alta do índice vinha sempre atrelada às expectativas e a situação atual não melhorava. A partir do 2º semestre, o ISA também passou a subir”, destacou Bezerra.

Apesar das altas este ano, tanto ICST quanto ISA e IE estão abaixo da média histórica. O patamar de 81,1 pontos do ICST está aquém da média de 90,9, enquanto os 92,6 pontos do IE segue inferior à média histórica de 93,6 pontos e o patamar de 70,1 pontos do ISA em dezembro contrasta com uma média de 88,4 pontos.

Bezerra também afirma que o principal entrave hoje ao setor vem da demanda insuficiente, citada por 51,7% dos entrevistados. A seguir, bem distante, vêm a competição no próprio setor, citada 27,1%, e o acesso ao crédito bancário, lembrado por 20,6%. O coordenador da pesquisa lembra que esses dados contrastam com aqueles citados como entrave no auge do boom da construção. Em julho de 2010, por exemplo, a escassez de mão de obra – hoje citada como problema por apenas 3,8% dos entrevistados – era apontada como principal senão por 40,9% do total.

Fonte Oficial: Valor.

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