Dólar fecha em baixa com ajuda de leilão de linha e alta do petróleo – Jornal do Comércio

O dólar manteve-se em queda ante o real durante toda a sessão desta terça-feira (26), de baixa liquidez após o Natal, marcada pelo maior apetite ao risco com a alta do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorreu apesar da cautela quanto à possibilidade de uma eventual decisão da S&P Global Ratings em relação à nota de crédito do Brasil nesta semana. A moeda americana à vista terminou a sessão em baixa de 0,71%, a R$ 3,3148, após ter fechado a R$ 3,3386 na última sexta-feira, no maior patamar desde 23 de junho.

Contribuiu para a baixa do dólar os dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) realizados pelo Banco Central nesta tarde. Foram ofertados até US$ 2,0 bilhões, distribuídos a critério do BC nas duas operações. “Isso ajudou a dar um pouco de liquidez ao mercado, já que as saídas de dólares são maiores no fim do ano”, comentou Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora.

Segundo Faganello, o dólar deve se manter ao redor dos R$ 3,30 até o encerramento deste ano, corroborando a projeção do Relatório de Mercado Focus, do Banco Central. “O dólar só chegou a esse patamar porque a reforma da Previdência não foi aprovada neste ano; caso contrário, estaria bem abaixo deste patamar”, ponderou.

Justamente em função do adiamento da votação da reforma da Previdência, os investidores continuaram monitorando uma eventual manifestação da S&P em relação à nota de crédito do Brasil. Fontes disseram na semana passada que a agência já teria comunicado ao Ministério da Fazenda que se posicionaria nesta última semana do ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou essa informação.

Para Cleber Alessie Machado Neto, operador da H.Commcor, outro motivo para o bom humor no mercado doméstico foi a pesquisa Focus, do BC, que mostrou recuo da projeção da Selic para o fim de 2018 – de 7% para 6,75% ao ano – e também do IPCA – de 4% para 3,96% em 2018. Na Focus, o IPCA de 2017 também caiu de 2,83% para 2,78%. “A pesquisa reforçou a expectativa de novos cortes da Selic em 2018, o que fez os ativos terem boa performance, inclusive o real”, disse.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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