Juros fecham perto da estabilidade no penúltimo dia de negócios – Jornal do Comércio

A liquidez fraca foi a tônica da sessão no mercado de juros futuros no penúltimo dia de negócios de 2017. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) oscilaram nesta quarta-feira (27), perto dos ajustes da terça-feira ao longo de todo o dia, com tendência majoritária de baixa. Na sessão estendida, chegaram a renovar máximas e fecharam perto da estabilidade. A maior influência para as taxas hoje veio do mercado cambial. O dólar manteve-se alinhado ao exterior e também oscilou ao redor do fechamento de terça, exibindo queda na maior parte da sessão. Nas mínimas intraday pela manhã, as cotações nos segmentos à vista e futuro foram a R$ 3,29.

Na avaliação de profissionais do segmento de renda fixa, o indicador mais importante da agenda do dia – o resultado do Caged em novembro – não chegou a ser um vetor capaz de conduzir os preços. O saldo líquido de destruição de vagas no mês passado surpreendeu, mas foi relativizado por operadores e analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O sócio e gestor de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, argumentou que é prematuro dizer se a surpresa negativa sinaliza uma recuperação pior que o esperado para a economia. “Caged veio ruim, mas fiscal veio bom. O Natal foi muito bom, mas a perspectiva para as contas públicas é ruim e ainda há incerteza com a reforma da Previdência”, disse o sócio da Leme.

A gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, concorda ao afirmar que a falta de liquidez nesta quarta foi fator mais decisivo para os preços no mercado de DIs do que a surpresa com Caged. “E amanhã teremos IGP-M, que também deve ser um não evento. A expectativa é que o dado relativo a dezembro venha alto, mas negativo no acumulado do ano”, diz Patrícia. “IGP-M negativo no ano é uma notícia que vai se sobressair”, afirmou e gestora. Segundo levantamento do Projeções Broadcast, o IGP-M de dezembro deve fechar com alta entre 0,72% e 1,05%, mas encerrar 2017 com deflação entre 0,69% e 0,36%.

Nesse contexto de falta de “drivers”, o DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão estendida a 6,89% ante 6,87% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 fechou a 8,11% ante 8,12% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 terminou a 9,10% ante 9,12% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 10,05% ante 10,06% no ajuste de ontem.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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