Aos R$ 3,3155, dólar fecha 2017 com valorização acumulada de 1,95% – Jornal do Comércio

Nesta última sessão de 2017, o dólar à vista encerrou cotado em R$ 3,3155, alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. No ano, apurou valorização de 1,95% ante o real. A moeda chegou a se firmar em baixa e a renovar mínimas em sequência durante à tarde nesta quinta-feira, 28, mas na hora final dos negócios o mercado de câmbio adotou alguma cautela antes do feriado prolongado de Ano Novo, que para o mercado começa já na sexta-feira (29), quando não haverá negócios.

Em especial, os investidores estão monitorando a movimentação das agências de risco, principalmente a Standard & Poor’s, em relação a uma possível piora na nota de risco do País nesta reta final de 2017. Além disso, o fato de a moeda ter recuado abaixo de R$ 3,30, nas mínimas, teria atraído fluxo comprador e contribuído para virada de sinal.

No segmento à vista, o dólar oscilou da mínima de R$ 3,2961 (-0,49%) à máxima de R$ 3,3173 (+0,15%). O volume financeiro somou US$ 2,213 bilhões. Em dezembro, a moeda acumulou alta de 1,39%.

Pela manhã, os negócios foram marcados pela disputa em torno da formação da última Ptax de 2017. A taxa fechou aos R$ 3,3080, com alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior. Com o resultado diário, a taxa Ptax acumulou em dezembro alta de 1,42% e, no acumulado do ano, subiu 1,50%.

Passada a disputada Ptax, o mercado passou a acompanhar mais de perto o viés de baixa global do dólar, momento em que a moeda chegou a cair abaixo dos R$ 3,30. Porém, não se sustentou e gradualmente foi apagando as perdas para fechar com leve valorização. Para os profissionais, a moeda deve continuar oscilando ao redor de R$ 3,30, na medida em que há vários eventos em aberto nas próximas semanas, principalmente a votação da reforma da Previdência marcada para o dia 19 de fevereiro.

No curtíssimo prazo, o investidor não descarta a possibilidade de um downgrade da nota do Brasil pela Standard & Poor’s. O anúncio precisaria ser feito agora porque a agência avisou que não faz avaliações dos países em ano eleitoral. Na avaliação da Tendências Consultoria, caso não ocorra nenhuma decisão da S&P, os mercados devem repercutir o fato positivamente na reabertura na próxima semana.

E nesta quinta, no fim da tarde, justamente o receio de um eventual anúncio nos próximos dias, com o mercado fechado, pesou para a virada da moeda, além da perda de força de outras divisas de países emergentes.

Contra as moedas fortes, no entanto, o dólar tinha queda firme, com o Dollar Index em baixa de 0,45%. O dólar futuro para fevereiro, o contrato agora mais líquido, encerrou em R$ 3,3300, baixa de 0,05%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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