Em sessão de poucos negócios, taxas futuras de juros encerram em leve baixa – Jornal do Comércio

Os juros futuros encerraram em baixa a última sessão de 2017. Sem um possível rebaixamento do rating brasileiro e em meio à liquidez reduzida, os ajustes promovidos foram mínimos nesta quinta-feira (28). A inclinação da curva a termo, porém, atesta a cautela com o cenário doméstico. O possível downgrade estaria até em parte embutido nos contratos, mas preocupações sustentam prêmios de risco.

“O rebaixamento seria só um carimbo”, afirmou o economista-sênior do Haitong Banco de Investimento do Brasil, Flávio Serrano. “Pode haver reação ao anúncio”, reconheceu, ponderando que não a ponto de estressar os investidores. “O quadro fiscal é um dos fatores que levaria as agências a rebaixarem a nota do Brasil e o mercado antecipa”, emendou, lembrando a frustração com a não aprovação da reforma da Previdência em 2017.

Na curva a termo, há precificação de mais de 400 pontos-base de alta da Selic, calculou Serrano, o que levaria a Selic para algo entre 11,5% e 11,75%. “Se considerarmos que o juro ainda cai a 6,75% em fevereiro, daria mais de 500 bps de ‘hike”https://worldcambio.com.br/wp-content/uploads/2017/12/em-sessao-de-poucos-negocios-taxas-futuras-de-juros-encerram-em-leve-baixa-jornal-do-comercio.br”, detalhou, avaliando que isso reflete “ambiente de incerteza, de fiscal ruim”.

A reforma da Previdência, se aprovada, seria “um grande ‘driver’ de melhora do mercado”, avaliou o economista do Haitong.

Alguma esperança em torno da articulação do governo pela aprovação da proposta ajudou a apoiar o viés de baixa para as taxas nesta quinta, disse um operador. Além da reforma, os principais fatores a conduzir os negócios no começo do ano devem ser o julgamento que pode tornar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva inelegível, no dia 24 de janeiro, e definições de candidaturas à Presidência.

Para o Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, havia nesta quinta 80% de chances de redução da Selic em 0,25 ponto porcentual embutidas nos contratos de curtíssimo prazo, ainda nos cálculos de Serrano, do Haitong. A aposta para o encontro seguinte, de março, depende da decisão e da mensagem da autoridade no comunicado que acompanhará o anúncio.

Ao fim da sessão estendida, o taxa do Contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 era de 6,87%, ante 6,88% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 apontava 8,09%, de 8,11%. A taxa do DI para janeiro de 2021 era de 9,07%, de 9,10% no ajuste da véspera, e a do DI para janeiro de 2023, de 10,01%, ante 10,06%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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