Tóquio recua iene forte, mas demais mercados da Ásia sobem com tecnologia – Jornal do Comércio

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta quinta-feira (28) em alta, ajudadas pelo desempenho forte do setor de tecnologia. A exceção foi a da praça japonesa, impactada pelo fortalecimento do iene em relação ao dólar.

Após sofrer no começo da semana com as projeções mais pessimistas da Apple para as vendas do mais recente modelo do iPhone, as ações de tecnologia na Ásia tiveram um pregão de recuperação. As empresas que fazem parte da cadeia de produção da gigante de tecnologia americana na região foram as que mais tiveram destaque nas altas da sessão.

Em Hong Kong, a fabricante de lentes para smartphones Sunny Optical Technology teve avanço de 4,69%, enquanto a produtora de componentes de alto-falante para o iPhone AAC Technologies subiu 3,79%. O índice Hang Seng terminou com alta de 0,90%, aos 29.863,71 pontos.

Movimento similar ocorreu em Taiwan, onde o índice Taiex subiu 0,77%, para 10.567,64 pontos. A fabricante de componentes eletrônicos para a Apple Hon Hai Precision, conhecida pela marca Foxconn, avançou 2.28%.

Na China continental, o índice Xangai Composto terminou em alta de 0,63%, aos 3.296,38 pontos. O Shenzen Tipo A subiu 0,45%, para 1.973,85 pontos.

Até mesmo a principal concorrente da Apple, a Samsung, teve fôlego na sessão. O papel da companhia, negociado na Bolsa de Seul, avançou 3,24%. O último pregão do ano do índice Kospi terminou com alta de 1,26%, em 2.467,49 pontos. Em 2017, o principal indicador acionário da Coreia do Sul saltou 22%, o maior avanço anual desde 2010.

Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 atingiu o maior nível em 10 anos, ao encerrar em 6.088,10 pontos (+0,30%). As mineradoras foram destaques de alta: Rio Tinto subiu 0,36% na sessão, Fortescue saltou 0,82% e BHP Billiton ganhou 0,55%.

Na contramão, a Bolsa de Tóquio teve baixa de 0,56%, encerrando em 22.783,98 pontos. A valorização do iene ante o dólar prejudicou o desempenho das ações de empresas financeiras e relacionadas à exportação. Os papéis do Mitsubishi UFJ Financial cederam 2,23% e do conglomerado Sojitz perderam 0,29%. Ainda no Japão, a produção industrial avançou 0,6% na passagem de outubro para novembro, menor do que a estimativa de alta de 0,9% de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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