Inflação do aluguel registra retração de 0,52% em 2017 – Jornal do Comércio

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a alta para 0,89% em dezembro ante 0,52% em novembro, divulgou, nesta quinta-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador fechou 2017 com queda de 0,52%, a maior desde 2009 (-1,72%). O IGP-M é usado como referência para o cálculo de reajuste dos aluguéis. Em 12 meses finalizados em novembro, o índice acumulou queda de 0,86%, enquanto, em 2016, a variação foi positiva em 7,17%.

Os alimentos foram os principais responsáveis pela queda verificada neste ano. No acumulado de 12 meses, os custos com alimentação tiveram retração de 0,48%. Enquanto as matérias-primas brutas registraram deflação de 11,35% ao longo de 2017, e os produtos agropecuários, de -12,99%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) saiu de 0,66% para 1,24%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu ligeiramente, de 0,28% para 0,30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de 0,28% para 0,14%.

Os preços dos produtos agropecuários no atacado, medidos pelo IPA agropecuário, subiram 0,83% em dezembro, após registrarem alta de 0,61% em novembro, informou a FGV. Já os preços de produtos industriais, mensurados pelo IPA Industrial, avançaram de forma mais relevante, para 1,37%, depois de terem registrado aumento de 0,68% .

Por etapas de produção, o preço das matérias-primas brutas foi o único que acelerou no período, saindo de deflação de 0,68% para um aumento relevante de 2,50%. Os bens finais tiveram um pequeno alívio de 0,50% em novembro para 0,48% em dezembro, enquanto os bens intermediários arrefeceram de 1,93% para 1,01%.

Segundo o economista da FGV André Braz, o IGP-M não deve repetir em 2018 a taxa negativa de 2017. “No ano que vem, a agricultura não deve ser tão favorável aos preços como neste ano, as commodities devem avançar. Além disso, o cenário eleitoral pode afetar a taxa de câmbio, que é o principal risco para 2018”, avalia Braz. Ele lembra que, devido à coleta de preços no atacado, o movimento cambial tem efeito direto no IGP-M.

Braz evitou fazer estimativas para 2018 devido, segundo ele, à intensa volatilidade do indicador. Mas ele arrisca dizer que o IGP-M deve ficar mais alinhado ao IPC, para qual ele projeta 4,2% no ano que vem. “O IPA deve carregar totalmente o impacto de alta de alimentação, assim como o IPC”, avalia o economista.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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