Dólar fecha em baixa de 1,71%, aos R$ 3,2587, com exterior e dados da balança – Jornal do Comércio

O dólar à vista fechou a primeira sessão de 2018 em queda firme, na casa dos R$ 3,25, após ter encerrado 2017 em R$ 3,3155. O recuo foi visto desde o período da manhã, quando houve maior influência da fraqueza da moeda no exterior, e à tarde o dólar ampliou o declínio ante o real e bateu sucessivas mínimas, especialmente após a divulgação de dados robustos da balança comercial brasileira em 2017.

A moeda fechou em baixa de 1,71%, aos R$ 3,2587, perto da mínima de R$ 3,2577 (-1,74%). Na máxima chegou a R$ 3,2955 (-0,60%). O volume financeiro foi firme, de US$ 1,936 bilhão.

Mesmo com o petróleo em baixa, o dólar teve um desempenho fraco tanto ante moedas de economias emergentes e ligadas a commodities quanto ante as principais, que se fortaleceram diante do avanço de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) na China e na zona do euro, além das dúvidas sobre os efeitos dos cortes de impostos da reforma tributária nos Estados Unidos.

À tarde, a melhora da percepção sobre a economia brasileira levou os investidores a ampliar o movimento de ajuste, já que 2018 começou com ótimas notícias. Após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informar na sexta-feira que em janeiro a tarifa de energia não terá cobrança extra, o que deve contribuir para manter a inflação baixa e a Selic em queda, na tarde desta terça-feira (2), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou números bastante positivos da balança comercial brasileira em 2017.

Os dados reforçam a sensação da retomada do crescimento e que o balanço de pagamentos não é um problema para as contas brasileiras.

Em 2017, houve saldo comercial positivo recorde de US$ 67,001 bilhões, número que ficou perto do teto das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de US$ 67,500 bilhões. As exportações somaram US$ 185,2 bilhões, maior valor desde 2014, com alta de 18,5% ante 2016, a primeira em cinco anos, com recorde de volume (692 milhões de toneladas). As importações igualmente tiveram resultado expressivo, de US$ 150,745 bilhões, alta de 10,5% ante 2016.

Ainda entre os fatores domésticos, houve um certo alívio com o fato de as agências de classificação de risco, em especial a Standard & Poor’s, não terem se manifestado sobre a nota soberana brasileira – havia embutido nos preços algum receio de haver downgrade durante o período, nos últimos dias, em que o mercado esteve fechado. Além disso, há expectativa de que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirme a condenação de 9 anos e 6 meses de prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, cujo recurso será julgado pelo Tribunal no dia 24 de janeiro.

No segmento futuro, o dólar com vencimento em fevereiro fechou em R$ 3,2710 (-1,77%), com volume de US$ 16,076 bilhões. Oscilou da máxima de R$ 3,3080 à mínima de R$ 3,2685.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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