Brasil, Turquia e África do Sul mantêm fragilidade em 2018, diz BofA – Valor

SÃO PAULO  –  O Bank of America divulgou nesta quinta-feira seu relatório semestral sobre mercados emergentes. O estudo abrange 4,8 mil indicadores de 68 países e conclui que, entre as dez maiores economias desse grupo (G-10), Brasil, Turquia e África do Sul continuam como os “três frágeis” para 2018.

“O Brasil melhorou sua situação fiscal e reduziu a alavancagem do setor bancário, enquanto seus indicadores de liquidez externa continuam entre os melhores”, diz o estrategista do BofA para emergentes David Hauner em vídeo comentando o relatório. Ainda assim, o país tem o pior déficit nominal e a maior dívida do G-10.

Já a África do Sul ainda sofre com a estagflação, déficit fiscal e externo e alto nível de endividamento. Na Turquia a inflação também é um problema, enquanto a liquidez externa e métricas de dívida são fonte de preocupação. Por outro lado, o forte crescimento do PIB e a posição fiscal turca confortável são pontos fortes.

Entre os grandes emergentes, a Rússia ultrapassou a China e agora é a menos vulnerável. Os pontos fortes do país são a baixa dívida pública e o também pequeno endividamento privado doméstico e externo.

Brasil, Turquia e África do Sul têm aparecido entre os emergentes mais frágeis desde meados de 2013, quando o Morgan Stanley cunhou a expressão “fragile five”, que incluía também Índia e Indonésia e fazia referência aos emergentes mais vulneráveis a turbulências em meio ao “taper tantrum”, quando o Federal Reserve anunciou pela primeira vez que pretendia reduzir o volume de liquidez injetado na economia.

No caso dos mercados de fronteira – com menor liquidez -, a pequisa do BofA diz que os menos frágeis para 2018 são Taiwan, Bulgária e Israel. Já os mais vulneráveis são Gabão, Moçambique e Omã.

Fonte Oficial: Valor.

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