Em reportagem, New York Times destaca acordo da Petrobras em ação nos Estados Unidos – Jornal do Comércio

O jornal The New York Times traz reportagem em sua edição impressa desta quinta-feira (4), sobre o acordo firmado pela Petrobras com investidores que moveram ação coletiva contra a estatal, por prejuízos financeiros com queda do valor de ativos da empresa motivada por casos de corrupção ocorridos na companhia e que são investigados no Brasil pela Operação Lava Jato. A Petrobras aceitou pagar um total de US$ 2,95 bilhões a esse grupo de investidores.

O artigo assinado por Chad Bray e Stanley Reed relata que promotores no Brasil apontaram que um pequeno grupo de ex-executivos da Petrobras conspirou com dirigentes de outras empresas para firmarem contratos superfaturados com a estatal, e com isso receberam propinas. A reportagem também destaca que as investigações da Lava Jato já implicaram diversos políticos, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e envolveram também o presidente Michel Temer e vários de seus aliados próximos.

“Autoridades da Petrobras acreditam que perto de US$ 3 bilhões em suborno foram pagos como parte do esquema, que alegadamente incluiu presentes como relógios Rolex, garrafas de vinho de US$ 3 mil, iates, helicópteros e prostitutas”, apontou o The New York Times.

Por outro lado, o artigo ressalta posição da empresa já manifestada em vários documentos, como apontou fato relevante divulgado na quarta-feira. “O acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras”, destacou o documento. O The New York Times ressaltou posição da companhia de que foi “vítima do esquema de suborno” e que inclusive já recuperou R$ 1,475 bilhão no Brasil e que “continuará buscando todas as medidas legais contra as empresas e indivíduos responsáveis”.

A reportagem também aponta que o acordo assinado pela Petrobras com investidores representados pela ação coletiva visa encerrar todas as demandas por ressarcimentos e que poderiam ser solicitadas por instituições ou pessoas físicas que compraram títulos da companhia.

O The New York Times ressaltou também que sob o comando de Pedro Parente a “Petrobras tem tentado limpar sua imagem das consequências do escândalo”. Entre outras iniciativas para melhorar a gestão da companhia, o jornal americano destacou o programa de venda de ativos. “No ano passado, por exemplo, a Total, da França, comprou uma participação nos campos de Iara e Lapa e outros ativos por US$ 2,2 bilhões. Em dezembro, a Statoil, companhia da Noruega, aceitou pagar até US$ 2,9 bilhões por uma parte em outro campo da Petrobras chamado Roncador.”

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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