Leilão do Tesouro limita queda e juros futuros encerram perto da estabilidade – Jornal do Comércio

Os juros futuros fecharam a sessão regular perto da estabilidade, tanto nos contratos de vencimento curto quanto nos longos. Embora o ambiente global nesta quinta-feira (4) seja de apetite por ativos de risco, o recuo das taxas, sobretudo as de longo prazo, mais sensíveis ao quadro externo, foi limitado pelo leilão de papéis prefixados do Tesouro, com destaque para a oferta inédita de NTN-F 2029.

As taxas curtas até ensaiaram queda durante a sessão, mas chegaram ao fechamento dos negócios perto dos ajuste anteriores, uma vez que a agenda de indicadores foi fraca e não houve noticiário com potencial para mexer com as apostas para a Selic.

Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 estava em 6,770%, de 6,775% no ajuste de quarta. A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 7,92% para 7,93% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,85% para 8,83%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,76%, de 9,75%.

As taxas longas terminaram a manhã em leve alta, pressionadas pelo leilão e, após a operação, passaram a oscilar perto dos ajustes de quarta, enquanto o dólar renovava mínimas e as bolsas aqui e em Nova Iorque, as máximas.

O Tesouro vendeu integralmente a oferta de 5 milhões de LTN e de 3,750 milhões de NTN-F, dos quais 3 milhões dos papéis para 1/1/2029. A oferta primária de títulos prefixados longos normalmente impõe pressão de alta aos DIs, uma vez que muitos investidores montam operações de proteção no mercado futuro contra o risco dos papéis.

À parte este fator técnico, profissionais da área de renda fixa afirmam que o clima é bastante favorável para a queda das taxas, dada a percepção de que as principais economias estão crescendo sem pressões inflacionárias, o que alimenta a expectativa de fluxo para mercados emergentes.

Nesta quinta, essa ideia foi endossada pelo o relatório da ADP, que mostrou que o setor privado dos Estados Unidos gerou 250 mil empregos em dezembro, acima das expectativas dos economistas de criação de 195 mil vagas. No Brasil, os dados de atividade e de inflação têm sido benignos, o que reforça a avaliação de manutenção da Selic em patamares historicamente baixos por muito tempo.

Nos demais ativos, as bolsas seguem no azul aqui e em Nova York, enquanto o dólar permanece com queda generalizada. Às 16h32, o dólar à vista reduzia ligeiramente as perdas, negociado novamente na casa dos R$ 3,23, aos R$ 3,2310 (-0,35%), e o Ibovespa, do mesmo modo, moderava o avanço, já de volta ao patamar dos 78 mil pontos, aos 78.838,33 pontos (+1,06%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!