Litro da gasolina sobe 17,4% em sete meses em postos de Porto Alegre – Jornal do Comércio

O preço médio do litro da gasolina em Porto Alegre ficou em R$ 4,372, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados apurados na última semana de 2017 em 28 postos da Capital apontaram que o maior valor chegou a R$ 4,399 e o menor em R$ 4,289. Com isso, o aumento acumulado na bomba, desde julho do ano passado quando entrou em vigor a nova política de preços da Petrobras, chega a 17,4%, 500% acima da inflação projetada para todo o 2017, que deve ficar entre 2,8% e 3% pelo IPCA, índice oficial.

Em julho, quando entrou em ação as correções para as distribuidoras , o valor médio do litro da gasolina comum era R$ 3,725, segundo a ANP.  As variações de preços passaram a ser constantes. Foram 117 ajustes de preços na gasolina em 180 dias – 62 aumentos e 55 reduções. No diesel, foram 121 alterações – 69 aumentos e 52 cortes de valor. A média dos aumentos foi de 1,5% na gasolina, e de 1,2% no diesel. O gás de cozinha e o industrial tiveram sete mexidas para cada insumo, seis delas com aumentos em cada tipo de gás. Os revendedores emitiram nota que explicando que não têm repassado os ajustes integrais, devido à concorrência e capacidade de o consumidor suportar as altas, mas advertem para o impacto nas operações.   

A estatal alega que a política acompanha as oscilações dos preços internacionais do petróleo, que é uma commodity. Com isso, a cotação sofre influências desde a produção, câmbio e custos, além de ser pautado por negociações e contratos no mercado financeiro. Resultado: o aumento acumulado da gasolina chegou a 30% no ano passado para distribuidoras. O diesel, por sua vez, alcançou 28%. Mas nenhum superou o gás de cozinha residencial, que subiu 57,3% desde julho, e 67,9% se for considerado um aumento um mês antes, de 6,7%. O gás industrial registra elevação acumulada de 36,4%. Os cálculos após seis meses da política entrar em vigor foram elaborados pelo economista Jéfferson Colombo, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), com base nos percentuais de aumento e redução que a estatal divulgou quase que diariamente no período.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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