Poupança tem entrada de R$ 17 bilhões em 2017 após 2 anos de saques – Valor

BRASÍLIA  –  Com uma captação mensal recorde de R$ 19,373 bilhões em dezembro, a caderneta de poupança fechou 2017 com ingresso líquido de R$ 17,126 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC), depois de perder quase R$ 100 bilhões entre 2015 e 2016.

Em dezembro de 2016, os depósitos tinham superado os saques em R$ 10,668 bilhões. Naquele ano, a poupança encerrou com saque de R$ 40,701 bilhões, vindo de uma perda líquida de R$ 53,567 bilhões em 2015. Em 2014, a poupança tinha registrado captação de R$ 24,034 bilhões, após o recorde de R$ 71,047 bilhões de 2013.

O desempenho da poupança mostrou recuperação ao longo do segundo semestre do ano, junto com a queda mais acentuada da inflação, que eleva o ganho real do trabalhador, e o movimento de baixa da taxa básica de juros, a Selic, que caiu de 14% no fim de 2016 para 7% no encerramento de 2017.

A depender de taxas e tributação, o rendimento da caderneta fica mais atrativos do que o ofertado por fundos e outros veículos de investimento. Pelas regras em vigor, o rendimento da poupança é equivalente a 70% da Selic sempre que a taxa básica ficar abaixo de 8,5% ao ano.

Os números do BC também captam alguma influência da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que entregou aos trabalhadores cerca de R$ 44 bilhões das contas inativas entre março e outubro. Também foram distribuídos outros R$ 7 bilhões, equivalente à metade do lucro do FGTS em 2016.

A captação líquida do mês se soma ao rendimento de R$ 2,956 bilhões, elevando o patrimônio total da poupança de R$ 702,273 bilhões em novembro para R$ 724,603 bilhões no mês passado, novo recorde da série iniciada em 1995. Com isso, a poupança registrou aumento de patrimônio de R$ 59,611 bilhões em 2017. Em 2016, o patrimônio aumentou em R$ 8,4 bilhões, após ter caído R$ 6,137 bilhões em 2015.

Em dezembro, os bancos que aplicam recursos da caderneta em crédito imobiliário mostraram captação líquida de R$ 14,958 bilhões (SBPE). E as instituições que destinam os recursos para o crédito rural registram entrada líquida de R$ 4,414 bilhões (SBPR).

A poupança é o principal instrumento para o financiamento do crédito imobiliário. Desde 2015, o BC e governo tomaram medidas para assegurar recursos ao segmento, como alteração nas regras de depósitos compulsórios e uso do FGTS para compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). A última ação nesse sentido foi tomada no fim de agosto, com a regulamentação a Letra Imobiliária Garantida (LIG), algo que estava pendente desde 2015.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!