Juros futuros abrem a semana em leve queda – Valor

SÃO PAULO  –  As taxas de juros tiveram leves quedas nos trechos mais longos da curva futura e elevações brandas nos vencimentos mais curtos. Com isso, a inclinação – uma medida de risco – reduziu-se ao menor nível em um mês e meio, indicando um mercado que retirou um pouco do ainda considerado elevado prêmio de risco embutido no mercado. 

Para esta semana, investidores aguardam o IPCA acumulado de 2017, a ser divulgado na quarta-feira (10). Pela Focus, o mercado espera taxa de 2,79% – portanto, abaixo do piso do intervalo de tolerância definido pelo CMN, de 3%. Nesse caso, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, terá de escrever carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para explicar o porquê de a meta não ter sido cumprida. Desta vez, contudo, os motivos são vistos como “benignos” pelo mercado, já que a queda da inflação deve permitir, na visão de investidores, a permanência dos juros em patamar baixo por mais tempo.

Lula 

Mas o grande ponto de atenção do mercado agora é o julgamento do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que pode impedir o petista de concorrer à eleição presidencial de 2018. Os investidores já embutem nos preços de forma substancial esse desfecho, o que explica a queda dos prêmios de risco na curva de juros. Sem Lula, o mercado aposta na vitória de um candidato de centro-direita pró-reformas econômicas.

“Regra de ouro”

Nova discussão sobre o fim da “regra de ouro” – dispositivo que impede que o governo emita dívida para financiar gastos correntes – não chegou a trazer maiores preocupações ao mercado, uma vez que os agentes não enxergam esse debate como um “passe livre” para o governo ampliar gastos. Hoje, Meirelles disse que o governo pretende “assegurar constitucionalmente” que a norma seja cumprida.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 tinha taxa de 6,810% ao ano (6,795% no ajuste anterior). Já o DI janeiro/2020 caía a 7,980% (7,99% no último ajuste), o DI janeiro/2021 recuava a 8,860% (8,89% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 cedia a 9,740% (9,79% no ajuste de sexta-feira).

Os spreads entre os DIs janeiro/2023-janeiro/2019 e janeiro/2021-janeiro/2019 caíram a 293 pontos-base e 205 pontos-base, respectivamente. São os menores patamares desde meados de novembro.

Fonte Oficial: Valor.

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