Juros fecham em alta, alinhados ao câmbio e rendimento dos Treasuries – Jornal do Comércio

Os juros futuros de médio e longo prazos encerraram a sessão regular desta terça-feira (9) em leve alta ante os ajustes anteriores, em sintonia com o desempenho do dólar e com alguma influência ainda da forte abertura da curva norte-americana, onde o rendimento dos Treasuries mostrava avanço firme. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na máxima de 8,00%, de 7,98% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,86% para 8,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,78%, de 9,74%. As taxas curtas terminaram estáveis, com a do DI para janeiro de 2019 em 6,810%, mesmo patamar do ajuste de segunda-feira (8).

Após encerrarem a manhã entre a estabilidade e leve queda, as taxas futuras a partir do trecho intermediário passaram a subir à tarde, assim como o dólar ante o real, que, depois de uma manhã de volatilidade, se alinhou à tendência global de alta ante as demais moedas. Na visão dos profissionais da área de renda fixa, trata-se contudo de um ajuste pontual, que não muda a perspectiva positiva para os ativos domésticos. “As taxas abriram um pouco com o dólar, mas foi uma zeragem de posições leve e que não muda o viés positivo. Teremos mais duas semanas de calmaria antes do julgamento do Lula, que pode ser também outro ‘trigger’ positivo”, disse o trader do banco Sicredi Getúlio Ost. Às 16h32, o dólar à vista avançava 0,32%, para R$ 3,2486.

Internamente, a agenda trouxe indicadores favoráveis da economia, como os do IGP-DI e números benignos das vendas do varejo. O IGP-DI subiu 0,74% em dezembro e ficou abaixo a mediana das estimativas (0,81%) e também do resultado de novembro (0,80%). O índice fechou 2017 com deflação de 0,42%, no menor patamar desde 2009 (-1,43%). No varejo, as vendas do conceito ampliado tiveram alta de 2,5% em novembro ante outubro, superando o teto das expectativas dos analistas (2,30%).

Em Wall Street, a taxa da T-Note de dez anos projetava 2,53% perto das 16h30, maior patamar em dez meses, ante 2,47% no final da tarde de segunda-feira. O retorno dos títulos norte-americanos avançam sob a leitura de que as principais economias caminham para políticas monetárias mais restritivas, por sua vez acentuada pela decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de reduzir o tamanho da sua última operação de compra de bônus do governo japonês (JGBs) com vencimento de 10 a 25 anos em 5%, a 190 bilhões de ienes.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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