Maioria das bolsas da Europa fecha em alta, com alívio político na Alemanha – Jornal do Comércio

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta segunda-feira, 8, em alta, influenciadas pelo enfraquecimento do euro e pelos desdobramentos políticos na Alemanha. As únicas exceções foram os mercados de Londres, pressionado pela libra em queda, e de Madri, onde houve realização de lucros. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu para 398,36 pontos, alta de 0,25%.

Desde a abertura, os mercados indicavam que o sinal do dia seria positivo. Após um final de semana de negociações, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, mostrou otimismo sobre o fechamento de um acordo com os social-democratas para poder formar uma nova coalizão. “Acredito que podemos ter sucesso”, disse, no domingo.

A perspectiva de manutenção de Merkel no poder é bem vista pelo mercado, uma vez que evitaria uma nova eleição no país. Há a expectativa de que a nova coalizão seja anunciada até sexta-feira.

Apesar da notícia favorável na política, dados da Alemanha decepcionaram no período da manhã. As encomendas à indústria da maior economia da União Europeia caíram 0,4% de outubro para novembro pelo cálculo ajustado, ante previsões de estabilidade do indicador, e enfraqueceram o euro ante o dólar.

A moeda comum não encontrou suporte na subida de 1,5% das vendas do varejo da zona do euro no mesmo intervalo de comparação. Por volta das 14h30, horário de fechamento das bolsas europeias, a divisa do bloco caía para US$ 1,1975.

Com o euro em queda, o setor exportador do continente comemorou. A Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 0,36%, aos 13.367,78 pontos, com destaque para o salto de 1,06% da montadora Daimler. Na Bolsa de Paris, que terminou em 5.487,42 pontos (+0,30%), os papéis da siderúrgica Vallourec subiram 1,94%.

Tanto em Milão quanto em Lisboa, o setor financeiro foi o destaque de alta. O banco italiano BPM teve valorização de 1,89%. Já o português BCP subiu 1,04%. O índice FTSE-Mib ganhou 0,37%, para 22.845,69 pontos, e o PSI-20 avançou 0,53%, para 5.645,53 pontos.

Em Londres, o movimento foi contrário. Com a libra mais forte, o setor farmacêutico inglês foi especialmente penalizado na sessão. A AstraZeneca caiu 0,98% e a Shire mergulhou 5,43%. O índice FTSE-100 recuou para 7.696,51 pontos (-0,36%).

Em Madri, o índice IBEX-35 terminou na mínima, aos 10.398,40 pontos (-0,12%). Apesar da queda, o movimento foi apenas de correção das altas recentes.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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