Bolsas da Europa fecham mistas, com subida de bancos e temores com China – Jornal do Comércio

Os principais mercados acionários da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira em comportamento misto, influenciados, por um lado, pelo avanço de ações do setor bancário, e por outro pelo temor de que a China interrompa a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 chegou ao final da sessão com baixa de 0,47%, aos 398,23 pontos.

Um dia depois de o juro da T-note de 10 anos tocar o maior nível desde março do ano passado, os mercados globais passaram a ajustar seus portfólios. Quando os rendimentos sobem, os preços dos títulos caem, em um sinal de menor demanda. Esse movimento desencadeou o rumor de que a China estaria considerando reduzir ou interromper compras de Treasuries. A visão do país asiático, segundo a agência de notícias Bloomberg, é de que esses bônus estão ficando menos atraentes em relação a outros ativos.

A notícia acabou sendo o motivo para despertar uma leve onda vendedora dos mercados acionários pelo planeta. Os investimentos de maior risco estavam em rali desde a virada do ano, impulsionados pela perspectiva de que o aperto monetário dos principais bancos centrais não seria tão intenso.

Na Europa, as bolsas de Paris e Frankfurt terminaram no vermelho. O índice CAC-40 caiu 0,35%, para 5.504,68 pontos, e o DAX recuou 0,78%, para 13.281,34 pontos. A siderúrgica francesa Vallourec, exposta ao mercado chinês, terminou em queda de 1,06% e a fabricante de pneus alemã Continental recuou 3,54%.

No entanto, em ambos os mercados – e como nas demais praças europeias – os bancos subiram. Com as taxas dos Treasuries mais altas e a perspectiva de aumento de juros, as receitas das instituições tendem a se elevar.

O banco francês BNP Paribas subiu 1,53%, o alemão Commerzbank saltou 5,14%, o espanhol Santander avançou 2,42%, e o italiano Intesa Sanpaolo teve ganho de 4,58%.

A bolsa de Madri terminou em 10.428,30 pontos (+0,02%) e a de Milão avançou para 23.157,42 pontos (+0,66%).

Em Londres, os setores financeiro e de mineração ajudaram o índice FTSE-100 a renovar a quarta máxima histórica de fechamento neste ano. O indicador acionário terminou em 7.748,51 (+0,23%). Os papéis do Royal Bank of Scotland avançaram 4,60% e os da Glencore subiram 1,80%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 terminou em leve alta de 0,07%, aos 5.657,95 pontos. Os papéis da Galp Energia subiram 1,58%, acompanhando a valorização do petróleo.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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