Indicador antecedente de emprego registra crescimento de 3,1 pontos em dezembro – Jornal do Comércio

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 3,1 pontos em dezembro ante novembro, para 107,0 pontos, o nível mais elevado da série histórica iniciada em junho de 2008, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O indicador avançou 17 pontos em 2017 e sinaliza continuidade da tendência de recuperação do mercado de trabalho nos primeiros meses de 2018. “O IAEmp segue refletindo o grande otimismo quanto à recuperação da atividade econômica no País. O índice reflete a expectativa de melhora dos negócios e planos de contratação das empresas nos próximos meses. O elevado nível do índice indica que a geração de postos de trabalho deve avançar ainda mais durante este ano”, avaliou o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 1,7 ponto em dezembro ante novembro, para 100,3 pontos, o mais elevado patamar desde março de 2017. No ano, porém, o ICD recuou 3,3 pontos.

“Ainda que o nível do ICD esteja acima de 100 pontos, o resultado mostra que, apesar da redução da taxa de desemprego, a situação do mercado de trabalho continua difícil. A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12%, e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal, retratando um mercado de trabalho ainda complicado para o trabalhador”, completou Barbosa Filho.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, seis dos sete componentes tiveram avanços em dezembro, com destaque para os que medem a situação dos negócios para os próximos seis meses ( 9,1 pontos) da Sondagem da Indústria de Transformação e a situação dos negócios atual ( 4,4 pontos) da Sondagem de Serviços.

Segundo a pesquisa, no ICD, as famílias que mais contribuíram para a alta do indicador foram as duas com renda mais baixa: consumidores com renda familiar mensal até R$ 2,1 mil ( 9,5 pontos) e a faixa entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil ( 1,1 ponto).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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