Dólar renova mínima em seis semanas puxado por exterior – Valor

SÃO PAULO  –  Uma combinação entre rali das commodities, queda dos juros dos Treasuries e dados mais fracos nos EUA derrubou o dólar em todo o mundo, e no Brasil não foi diferente. Aqui, a moeda cravou o sexto pregão de baixa deste ano, de oito sessões ocorridas até agora, e renovou a mínima em seis semanas.

No fechamento, o dólar comercial recuou 0,35%, a R$ 3,2176, na mínima intradiária. Para um encerramento, é o menor patamar desde 28 de novembro, quando a cotação terminou em R$ 3,209.

No acumulado de 2018, o dólar cede 2,89% ante o real, o que deixa a divisa brasileira com o segundo melhor desempenho entre as principais moedas. O peso colombiano lidera, com alta de mais de 4%.

Se na terça-feira o rali dos “yields” dos Treasuries afetou o câmbio global e ontem esse receio diminuiu, hoje investidores tiveram mais motivos para voltar a vender dólares. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano cederam das máximas em quase um ano, após dados de inflação e do mercado de trabalho mais fracos nos EUA.

Além disso, as commodities mantiveram a rota ascendente, amparadas pelas boas perspectivas para a economia global. O barril do petróleo Brent superou US$ 70 pela primeira vez em três anos. E o índice CRB de matérias-primas alcançou uma máxima em um ano. O apetite por risco se manifesta ainda nos mercados de ações em Wall Street, que voltaram a bater recordes históricos.

O movimento do câmbio de países emergentes corrobora as expectativas de analistas de que o crescimento sincronizado para a economia mundial voltará a dar suporte a essa classe de ativos, a despeito da perspectiva de aperto nas condições monetárias no mundo desenvolvido.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!