Indicador de custos industriais avança 0,4% no terceiro trimestre – Jornal do Comércio

Os custos das fábricas brasileiras com tributos, energia e pessoal voltaram a subir no terceiro trimestre do mês passado, enquanto o preço dos bens produzidos caiu. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Indicador de Custos Industriais subiu 0,4% no intervalo de julho a setembro, em comparação aos três meses anteriores. No mesmo período, o preço dos produtos industrializados caiu 0,8%.

Isso significa que a margem de lucro das empresas continuou caindo no terceiro trimestre de 2017. A CNI alega que o custo com o pagamento de impostos ficou 2,9% maior no período, a energia subiu 2,5% e o peso dos salários pagos no setor aumentou 1,8% em relação ao segundo trimestre do ano.

O custo tributário aumentou porque muitas empresas que deixaram de recolher impostos durante a crise voltaram a honrar os seus compromissos com o Fisco, favorecidas principalmente pelo programa de regularização tributária, o Refis.

O Indicador de Custos Industriais só não subiu mais porque o setor registrou um alívio financeiro com a queda de 5,4% no custo com capital de giro no terceiro trimestre, decorrente da redução de juros em marcha pelo Banco Central. Além disso, também houve uma redução de 0,6% nos preços dos bens intermediários usados como insumos na produção.

“A redução do custo com intermediários deve-se, sobretudo, à valorização do real, que reduz o preço dos insumos adquiridos em dólar de outros países. Além disso, a baixa demanda e a competição entre as empresas vêm contendo o aumento dos preços dos intermediários fabricados no Brasil”, avaliou o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

A alta de 0,4% no Indicador de Custos Industriais no terceiro trimestre ainda fez as fábricas brasileiras perderem mais terreno na disputa com concorrentes internacionais. Isso porque os preços em reais dos produtos manufaturados importados caíram 2,5% no mesmo período.

“Para aumentar a competitividade da indústria brasileira é preciso, em primeiro lugar, garantir a estabilidade macroeconômica, com controle da dívida pública, inflação na meta e taxas de juros baixa. A melhoria do ambiente de negócios, com redução da burocracia e aumento da segurança jurídica, também traria impactos positivos nos investimentos e ganhos de competitividade”, completou Fonseca.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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