Juros futuros de longo prazo recuam à espera da política monetária – Valor

SÃO PAULO  –  A curva de juros voltou a mostrar, nesta quinta-feira (11), redução de prêmio de risco em trechos mais longos, replicando o movimento da véspera, quando as oscilações de taxa foram influenciadas em boa parte pelo IPCA mais alto que o esperado.

A inflação mais elevada reforçou expectativa de que o Copom está mais próximo de encerrar o ciclo de distensão monetária. Com isso, o mercado reduziu apostas em cortes adicionais da Selic, ao mesmo tempo que diminuiu as estimativas de inflação implícita no longo prazo.

Esse movimento está ligado também à queda dos DIs longos. O raciocínio é que, se a Selic não for reduzida tanto quanto se espera, o juro básico no futuro evitaria uma reversão para cima. Por isso, as taxas nominais de médio e longo prazos recuam.

Na curva, o CDI médio esperado para o primeiro trimestre de 2021 caiu, nesta quinta, quase 18 pontos-base, para 10,749% ao ano. A taxa média embutida para 2027 recuou 14 pontos-base, a 11,509%.

Nos vencimentos mais curtos da curva, o movimento foi o contrário. O CDI (ao ano) projetado por mês até julho de 2018 subiu hoje até 12 pontos-base.

Copom

Em outra evidência do ajuste do mercado às expectativas de curto prazo, operadores praticamente eliminaram apostas de redução de 0,25 ponto percentual da Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) de março. Ontem, essa chance ainda era de cerca de 20%. O DI abril/2018 – que reflete apostas para as decisões de política monetária de janeiro e fevereiro – foi o mais negociado do dia, endossando o ajuste de posições do mercado nesse período.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 subia a 6,890% ao ano (6,865% no ajuste anterior), o DI janeiro/2020 operava estável, a 8,040%, o DI janeiro/2021 caía a 8,880% (8,92% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 cedia a 9,700% (9,74% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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