Dólar recua de forma generalizada e DXY atinge menor nível desde janeiro/2015 – Jornal do Comércio

O dólar apresentou queda generalizada ante moedas fortes nesta segunda-feira (15), à medida que os investidores monitoram perspectivas de aperto por parte de outros grandes bancos centrais e a possibilidade de uma paralisação do governo dos Estados Unidos no fim da semana.

No fim da tarde, o dólar caía para 110,49 ienes e o euro avançava para US$ 1,2273. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas principais, atingiu o menor nível desde janeiro de 2015, após ter operado em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, o indicador caiu 0,76%, a 90,279 pontos.

O feriado de Martin Luther King nos EUA não fez nada para aliviar a negatividade em torno do dólar. “Os mercados subestimam o compromisso do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de elevar os juros três vezes neste ano e maioria das moedas do G10 está significativamente acima do que deveria, dadas as sinalizações do Fed”, comentou o chefe de estratégia de mercados do Swissquote Bank, Peter Rosenstreich.

Além de não acreditarem plenamente nas palavras do Fed, os investidores monitoram os desdobramentos políticos em Washington. Um projeto de lei bipartidário de reforma imigratória foi rejeitado pela Casa Branca no fim da semana passada. A proteção de jovens imigrantes da deportação foi colocada como exigência pelos democratas para votarem a favor de elevar o teto da dívida dos EUA e manter o governo operante. Já o presidente americano, Donald Trump, deseja garantir a construção de um muro na fronteira com o México. Vence na próxima sexta-feira o prazo para que o limite da dívida seja elevado e para que o financiamento continue.

Com o cenário baixista traçado para o dólar, os investidores se atentam, ainda, a questões que ajudam o movimento de alta de outras moedas. Nesse contexto, o caso do euro tem destaque particular. De acordo com o Commerzbank, a lista de fatores que apoia a subida da moeda comum é extensa: o acordo de coalizão de governo na Alemanha; dados mais fortes que o esperado neste início de ano, como os índices de gerentes de compras (PMIs); e a possibilidade de uma revisão nas diretrizes da política do Banco Central Europeu (BCE), como indicou ata de reunião da instituição.

“Em nossa previsão, o euro terá uma correção descendente notável ante o dólar, tendo em vista uma inflação persistentemente baixa que não permita ao BCE normalizar sua política monetária tão rapidamente quanto o mercado atualmente espera”, ponderaram analistas do Commerzbank, em relatório enviado a clientes.

Quem colaborou com o tom “hawkish” visto na ata foi o presidente do BC da Estônia e membro do Conselho de Governadores do BCE, Ardo Hansson. Em entrevista ao jornal alemão Börsen-Zeitung, o dirigente afirmou que o programa de relaxamento quantitativo (QE) da instituição poderia ser encerrado após setembro caso crescimento e inflação evoluam conforme as projeções. Além disso, ele afirmou que a apreciação do euro não é uma ameaça à inflação na região, ao menos por enquanto.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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