Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda pressionadas por dívida da Carillion – Jornal do Comércio

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta segunda-feira (15) em leve queda, influenciadas pela liquidação da gigante britânica de construção Carillion, que afetou o setor bancário em Londres e nas demais praças. O fortalecimento do euro também limitou os ganhos acionários. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou com recuo de 0,17%, aos 397,83 pontos.

O dia já começou no vermelho em Londres, com a notícia sobre a Carillion afetando o sentimento dos investidores. A companhia administra serviços públicos em prisões, hospitais e escolas, e é um dos principais agentes da construção de uma linha ferroviária de alta velocidade. Com dívida superior a 900 milhões de libras, a empresa lutava desde julho com as dificuldades financeira.

A decisão de liquidação, que terá a PwC como administradora, coloca em risco 20 mil empregos diretos no Reino Unido, além de outros milhares de postos terceirizados. Ao todo, a imprensa local fala de mais de 43 mil trabalhadores diretos da empresa no mundo. Há rumores de que o governo tenha de investir na companhia para evitar o contágio sistêmico.

Em Londres, os papéis da companhia desabaram 28,95%. Com o futuro dos credores em xeque, o setor bancário também foi duramente afetado na sessão. O HSBC terminou em baixa de 0,86% e o Royal Bank of Scotland cedeu 0,76. O índice FTSE-100 recuou 0,12%, para 7.769,14 pontos.

O setor bancário também foi penalizado em outros mercados. O espanhol Santander, um dos expostos à dívida da Carillion, recuou 0,30% na Bolsa de Madri. O italiano BPM perdeu 0,21%. O português BCP recuou 1,66%.

O índice IBEX-35, da bolsa madrilenha, terminou com leve ganho de 0,05%, aos 10.467,20 pontos. Apesar da baixa do Santander, os papéis da blue-chip Telefónica subiram 0,63%.

O índice FTSE-MIB, de Milão, subiu para 23.543,55 pontos (+0,49%). Acompanhando a valorização do petróleo, a Enel subiu 1,05%.

A Bolsa de Paris terminou em 5.509,69 pontos (-0,13%) e a de Lisboa encerrou em 5.620,95 pontos (-0,04%).

Algumas companhias exportadoras, notadamente na Alemanha, foram prejudicadas pela valorização do euro na sessão. Além da tendência recente, a fala do estoniano Ardo Hansson, que faz parte do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), afetou o câmbio. Ele disse que a instituição pode acabar com o programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) antes do final do ano se economia e inflação seguirem ritmo esperado.

Em Frankfurt, os papéis da Infineon Technologies cederam 0,87% e da Thyssenkrupp perderam 0,47%. O índice DAX recuou para 13.200,51 pontos (-0,34%).

Vale notar que a sessão desta segunda-feira foi de poucos negócios, o que amplificou os movimentos. A baixa liquidez se deveu ao feriado do Dia de Martin Luther King, que fechou os mercados em Nova York.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!