Marun diz que votos para a reforma da Previdência “estão vindo” – Exame

O ministro da Secretaria do Governo acredita que a situação está “mais favorável” agora do que no fim de dezembro antes do recesso

Por Estadão Conteúdo

access_time 15 jan 2018, 18h10

Brasília – Sem revelar os votos que o governo teria hoje pela aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta segunda-feira, 15, que acredita que a situação está “mais favorável” agora do que no fim de dezembro antes do recesso, mesmo que haja a preocupação eleitoral dos parlamentares.

“Os votos estão vindo sim, o que nós não estamos neste momento é contando. Quero contar isso no final de janeiro”, disse. “Não é que não vamos nos preocupar com número, mas não vamos trabalhar revelando os números agora”, rebateu diante da insistência da imprensa ao questioná-lo como mensurava que a situação estava melhor que antes sem a contagem.

Ao reconhecer que as eleições podem influenciar os parlamentares na hora do voto, o ministro disse que as campanhas de conscientização da necessidade da reforma vão ajudar no trabalho de convencimento. “Neste momento existe, e é natural que exista, a preocupação de colegas com a questão eleitoral. Não existe nada que seja surpreendente ou condenável”, disse. “Tenho expectativa muito grande na reação da sociedade. A sociedade começa a reagir, querer e pleitear aos parlamentares uma atitude que é a necessária para o Brasil, que é o voto favorável para a reforma”, completou.

Marun convocou uma coletiva de imprensa para comentar o almoço que teve nesta segunda com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a conversa foi para que ele tomasse um conhecimento maior sobre o rebaixamento da nota de crédito brasileira pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings na semana passada.

Diferente do discurso de Meirelles, que no fim de semana disse que o rebaixamento não afetará o crescimento da atividade econômica do País e foi uma decisão “técnica e pontual”, Marun disse que o rebaixamento da nota é uma opinião da agência sobre o que acredita “a respeito do nosso futuro”. “O rebaixamento da nota é consequência. Em si não é um fato econômico, é uma opinião”, afirmou.

De acordo com Marun, o rebaixamento – que pode acontecer com outras agências, admitiu – corrobora o discurso do governo da necessidade da reforma da Previdência. “Mais grave para a economia vai ser o que vai acontecer se não aprovarmos a reforma da Previdência.”

Marun disse ainda que na conversa com Meirelles ficou ainda mais evidente a necessidade da reforma. “Governo nunca negou ou deixou de afirmar que a reforma da Previdência é necessária. Parlamentares já estão mais do que conscientes da necessidade de aprovação, inclusive da oposição”, afirmou.

Ao reforçar o mantra do presidente Michel Temer, de que seu governo é pautado pelo diálogo, Marun admitiu que a proposta pode sofrer novas alterações. “Esse é o governo do diálogo, pode ouvir sugestões de aprimoramento desde que não nos afastemos dos princípios da reforma, que é a idade mínima e fim dos privilégios”, afirmou. Num tom otimista que é característico do ministro, Marun disse ainda que o rebaixamento não significa que a inflação ou os juros aumentaram e que a situação fiscal brasileira é “invejável”.

“O rebaixamento traz, e tratamos com respeito, a opinião de que, mesmo vivendo hoje uma situação financeira invejável, o futuro ainda é incerto para essa avaliadora de risco e pode ser para outras e também para o governo”.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!