País deve criar 1 milhão de vagas formais em 2018 – Jornal do Comércio

A melhora do mercado de trabalho deve continuar ao longo deste ano. Segundo especialistas, há duas razões para acreditar no ambiente mais positivo para o emprego. Primeiro, a economia deve crescer mais – o governo estima alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, o que deve reaquecer as contratações. Segundo, a reforma trabalhista pode trazer para a formalidade uma série de informais.

Na projeção da Tendências Consultoria Integrada, o saldo positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve ficar em 1 milhão de vagas neste ano. Para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a previsão é que a taxa média de desemprego fique em 12,4%, abaixo dos 12,7% esperados para 2017.

A explicação para uma queda tímida na Pnad Contínua tem como base o movimento esperado de aumento da População Econômica Ativa (PEA). Com a melhora da economia, é provável que mais brasileiros voltem a buscar emprego, o que limita o recuo da taxa de desemprego.

“Durante a crise econômica, muita gente foi expulsa do mercado de trabalho. Em 2018, parte dessa população volta. A perspectiva de inserção no mercado de trabalho é melhor”, diz Thiago Xavier, da Tendências.

O cenário do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) para a taxa de desemprego é idêntico ao da Tendências. Para 2018, a estimava é que a desocupação média fique em 12,4% e 11,5% no último trimestre.

“Da mesma forma que o mercado de trabalho surpreendeu em 2017, há uma boa chance de surpreender este ano”, diz o pesquisador do Ibre/FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Até novembro, o Brasil criou quase 300 mil vagas formais de trabalho em 2017, de acordo com o Caged. No mesmo período de 2016, foram fechados 858 mil postos. Pela Pnad Contínua – que engloba trabalhadores formais e informais -, a taxa de desocupação foi de 12% no trimestre encerrado em novembro, um resultado inferior ao verificado no trimestre imediatamente anterior (12,6%).

Desligamentos voluntários e troca de emprego aumentaram de janeiro a novembro de 2017

O percentual dos brasileiros que se desligou das empresas e trocou de emprego por decisão própria aumentou de janeiro a novembro do ano passado. No período, 21,3% dos desligamentos registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram espontâneos. No mesmo período de 2016, foram 19,7%.

O aumento da fatia dos que pedem demissão de forma espontânea pode parecer pequeno, mas marca uma importante reversão. Desde 2013, o desligamento voluntário estava em queda.

Na outra ponta, o percentual dos brasileiros dispensados – com ou sem justa causa – recuou de 64,2% entre janeiro e novembro de 2016 para 62,3% em 2017. Os dados levam em conta apenas os trabalhadores com carteira de trabalho.

“O que se espera é que com o aquecimento da economia ocorra, de fato, o aumento dos desligamentos voluntários. Com a economia crescendo mais, o trabalhador pode correr o risco de mudar de emprego”, diz o professor do Insper Sérgio Firpo.

A análise detalhada dos desligamentos por setor mostra que serviços (24,2%) e comércio (22,3%) foram os setores que registraram maior percentual de demissão espontânea. Na sequência, ficaram indústria (19,9%), agropecuária (18,9%) e construção civil (10,1%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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