Exportação de café do Brasil cai 10% em 2017 – Exame

Maior produtor global de café exportou 2,57 milhões de sacas em dezembro, quase 400 mil sacas a menos que no mesmo mês do ano anterior

Por Marcelo Teixeira, da Reuters

access_time 16 jan 2018, 13h48

São Paulo – O Brasil exportou 27,31 milhões de sacas de 60 quilos de café verde em 2017, queda de 10 por cento ante 2016, conforme uma safra menor e vendas mais lentas dos produtores reduziram os embarques ao menor volume desde 2012, disse o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta terça-feira.

A associação espera melhores volumes em 2018, quando o país provavelmente produzirá uma safra recorde, mas os volumes mensais de exportação devem se recuperar apenas por volta de junho, quando a nova colheita começa a chegar.

O maior produtor global de café exportou 2,57 milhões de sacas em dezembro, quase 400 mil sacas a menos que no mesmo mês do ano anterior.

O Brasil produziu uma safra menor em 2017, de 44,97 milhões de sacas, segundo o governo, devido a um ano de bienalidade negativa para o café arábica e um clima mais seco que o normal. Agentes de mercado esperam uma safra recorde de mais de 53 milhões de sacas neste ano.

As exportações de arábica em 2017 alcançaram 27,02 milhões de sacas, 9,3 por cento a menos que em 2016. Os embarques de robusta somaram 292.256 sacas, queda de 49 por cento na comparação anual e o menor nível desde 1990, uma vez que a produção dessa variedade, usada principalmente para cafés instantâneos, ainda se recupera de dois anos de seca.

O presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, disse que o Brasil deve ter estoques finais muito baixos ao final da atual safra, em junho, abaixo de 8 milhões de sacas, devido à menor safra e a um alto consumo local.

Mas ele mostrou otimismo para a partir do segundo semestre deste ano.

“As chuvas foram boas, amplas. Elas vão impulsionar a produção”, afirmou Carvalhaes, sem comentar um número específico.

As estimativas para a safra de 2018 ainda variam fortemente no mercado.

A associação vê uma demanda global em alta e acredita que o consumo em países asiáticos, onde o hábito de tomar café ainda é recente, deve crescer fortemente nos próximos anos.

“Devemos estar preparados para um salto na demanda”, afirmou.

Fonte Oficial: Exame.

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