Inadimplência sobe 1,34% em dezembro ante igual mês de 2016, diz Serasa – Jornal do Comércio

O Brasil fechou 2017 com 60,4 milhões de inadimplentes em dezembro, o que representa um aumento de 1,34% na comparação com igual mês de 2016, quando 59,6 milhões de brasileiros figuravam nessa condição, informou a Serasa Experian. Contra novembro, o indicador caiu 1,15%, algo que não ocorria desde julho de 2017, segundo a instituição. No penúltimo mês do ano passado, havia 61,1 milhões brasileiros inadimplentes nos cálculos da Serasa.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o ingresso do 13º salário na economia aumentou a renda disponível do brasileiro em dezembro. “Este elemento, aliado com as tendências recentes de queda dos juros, da inflação e da melhora gradual do emprego, contribuiu para a renegociação das dívidas em atraso e consequente redução da inadimplência do consumidor no último mês do ano.”

O diretor de Estratégia e Gestão da Serasa Experian, Raphael Salmi, também ressalta a contribuição do Feirão Limpa Nome Online, promovido pela instituição até 16 de dezembro, para redução da inadimplência entre novembro e dezembro.

Em dezembro, as dívidas alcançaram R$ 265,8 bilhões, com média de quatro dívidas por CPF, totalizando R$ 4.402 por pessoa. A maior parte delas foi contraída junto ao setor bancário e de cartão de crédito, que representou 29,0% do total, fatia que teve queda de 0,8 ponto porcentual ante o mesmo período 2016. Em segundo lugar, aparecem as dívidas com contas de energia elétrica, água e gás (19,5%), que mostraram elevação de 0,4 ponto porcentual na comparação com dezembro do ano anterior.

Por faixa etária, a maior proporção de endividados tem entre 41 e 50 anos (19,6% do total). Em seguida, estão os jovens entre 18 e 25 anos, que respondem por 14,5% do total. Em relação ao gênero, os homens representavam 50,9% dos inadimplentes em dezembro.

Já na análise por regiões, há maior porcentual de pessoas com dívidas atrasadas no Sudeste (44,9%). Na sequência estão Nordeste, com 25,4%, Sul (12,7%), Norte(8,9%) e Centro-Oeste (8,2%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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