À espera de dados de inflação, bolsas europeias são pressionadas por balanços – Jornal do Comércio

As bolsas europeias operam em baixa nesta manhã, na esteira de balanços corporativos decepcionantes e do fechamento negativo dos mercados acionários de Nova Iorque ontem. Na região, investidores aguardam dados finais da inflação de dezembro na zona do euro.

À medida que a temporada de resultados corporativos começa a ganhar força, os negócios nos pregões europeus são cada vez mais influenciados por balanços de grandes empresas.

Na França, o conglomerado varejista Casino Guichard-Perrachon, controlador do Grupo Pão de Açúcar, divulgou mais cedo queda anual de 0,3% nas vendas do quarto trimestre de 2017, a 10 bilhões de euros (US$ 12,2 bilhões). Em Paris, a ação da empresa tinha queda de mais de 4,5% por volta das 7h20 (de Brasília).

Na bolsa inglesa, o índice FTSE-100 também era pressionado por balanços fracos. Tanto a grife de luxo Burberry quanto a editora Pearson, ambas britânicas, anunciaram diminuição de receitas. Em Londres, Burberry e Pearson sofriam tombos superiores a 7,5% e 6%, respectivamente, no horário acima.

Ainda no Reino Unido, a Câmara dos Comuns britânica (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) discutirá hoje o chamado “Brexit”, como é conhecido o processo para a retirada do país da União Europeia, pelo segundo dia consecutivo. Posteriomente, o assunto será debatido pela Câmara dos Lordes (similar ao Senado brasileiro).

Logo mais, às 8h (de Brasília), a agência de estatísticas Eurostat publica números consolidados da inflação ao consumidor da zona do euro referentes ao último mês de 2017. A expectativa é que seja confirmada a desaceleração da taxa anual de inflação local de 1,5% em novembro para 1,4% em dezembro.

Às 7h36min (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,31%, enquanto a de Paris também recuava 0,31% e a de Frankfurt tinha queda de 0,22%. Já a de Madri apresentava baixa de 0,54%, a de Milão mostrava perda marginal de 0,04% e a de Lisboa cedia 0,14%. No mercado cambial, o euro se enfraquecia a US$ 1,2233, em meio a rumores sobre o futuro da política monetária do Banco Central Europeu (BCE), e a libra seguia a mesma direção, cotada a US$ 1,3786.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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