Desempenho das indústrias gaúchas cresce em novembro – Jornal do Comércio

Indústria


Notícia da edição impressa de 17/01/2018.
Alterada em 16/01 às 22h27min

Desempenho das indústrias gaúchas cresce em novembro

Indicadores do mercado de trabalho confirmam tendência positiva

/AFP/JC

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), voltou a crescer em novembro de 2017. Aumentou 0,6%, feito o ajuste sazonal, na comparação com outubro, quando foi negativo em 0,3%. “O resultado do mês não altera o ritmo bastante gradual da recuperação na indústria gaúcha. Apesar de 2017 marcar o fim da mais longa e profunda recessão no País, o baixo nível da atividade industrial se mantém”, afirmou ontem o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. “Sem avanços nas reformas e uma solução para as contas públicas, pouco se pode esperar da manutenção dessa tendência no médio e longo prazo”, completou Petry.

Compras industriais (0,9%), horas trabalhadas na produção (0,5%) e utilização da capacidade instalada – UCI (80%, 0,3 p.p a mais do que em outubro) puxaram a alta do índice na comparação com o mês anterior. Segundo o levantamento realizado pela Fiergs, emprego (0,2%) e massa salarial real (0,7%), os indicadores do mercado de trabalho, confirmaram a tendência positiva da atividade industrial. Apenas o faturamento real recuou, 0,5% no período analisado.

Em relação ao mesmo mês de 2016, o IDI-RS subiu 0,9% em novembro, a quinta vez consecutiva. Já a elevação de 0,4% no IDI-RS no acumulado entre janeiro e novembro de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016, mostra o índice próximo da estabilidade.

Entre os componentes, destaca-se o impacto positivo exercido pelo faturamento real (3,8%). Outro indicador que também mostrou crescimento foi a UCI (0,9 p.p. superior). Dois permaneceram negativos, embora mostrando melhora durante o ano: compras industriais e horas trabalhadas na produção, ambos com -1,5%.

O mercado de trabalho, como sempre, reage com defasagem, sobretudo o emprego (-1,1%), enquanto a massa salarial real, favorecida pela redução da inflação, expandiu 1,9%.

A atividade industrial gaúcha cresceu nos primeiros 11 meses de 2017 em nove dos 17 setores cobertos pela pesquisa. Entre as atividades apuradas, tabaco (18%), produtos de metal (5,9%), veículos automotores (1,4%) e máquinas e equipamentos (1,2%) puxaram esta elevação. Em sentido contrário, a pesquisa mostra que os impactos negativos mais relevantes vieram das indústrias dos ramos de alimentos (-1,8%), couros e calçados (-1,9%) e de móveis (-1,1%).

Emprego apresenta leve alta de 0,3%, mostra levantamento da CNI

O emprego na indústria finalmente começa a dar sinais de recuperação, de acordo com dados nacionais de novembro divulgados ontem Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vagas de trabalho no setor aumentaram 0,3% em relação a outubro, já descontados os efeitos de calendário.

Esse foi o terceiro mês consecutivo sem queda no emprego industrial. Além disso, o aumento de 0,3% no mês é o maior desde fevereiro de 2014, quando a evolução do quadro de funcionários em relação ao mês imediatamente anterior foi de 0,7%.

Ainda assim, o nível de emprego da indústria brasileira em novembro foi 0,7% inferior ao registrado no mesmo mês de 2016. Considerando o período de janeiro a novembro de 2017, o emprego na indústria foi 2,9% menor que o acumulado no mesmo período do ano anterior.

Apesar da melhora no emprego em novembro, a massa salarial real dos trabalhadores da indústria recuou 0,8% em relação a outubro. “No segundo semestre de 2017, a massa salarial alterna variações mensais negativas e positivas, registrando, contudo, quedas mais fortes”, destacou a CNI.

Na comparação com novembro de 2016, a massa de salários paga na indústria caiu 0,1%. Considerando o período de janeiro a novembro de 2017, houve um encolhimento de 2,0% na massa salarial em relação aos 11 primeiros meses do ano anterior.

Mais emprego e menor massa salarial significam que o rendimento médio dos trabalhadores do setor caiu em novembro, e o recuo foi 0,5% em relação a outubro. Ainda assim, a renda média dos funcionários das fábricas em novembro foi 0,9% maior que a do mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o rendimento médio cresceu 1,0% ante o mesmo período de 2016.

Faturamento do setor industrial no Brasil registra queda de 0,6%

Após dois meses consecutivos de crescimento, o faturamento industrial voltou a cair em novembro de 2017, de acordo com dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com o mês anterior – e excluindo os efeitos de calendário -, as vendas das fábricas brasileiras caíram 0,6% no penúltimo mês do ano passado.

Ainda assim, o volume faturado em novembro pelo setor foi 5,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2016. Mas, considerando as vendas de janeiro a novembro de 2017, o desempenho foi 0,7% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

“O faturamento oscila, mas mantém tendência de alta”, considerou a CNI, no documento. “Ao longo dos últimos meses, os índices estão alternando resultados positivos e negativos e, com isso, não mostram uma trajetória sustentada de crescimento”, completou a entidade.

Apesar do menor faturamento, houve melhora na quantidade de horas trabalhadas na indústria em novembro, com alta de 0,6% em relação a outubro, o que reverteu a queda na mesma intensidade registrada no mês anterior.

Em relação a novembro de 2016, houve uma alta de 0,4% nas horas trabalhadas. Mas, no acumulado de 2017 até novembro, o tempo de trabalho na produção foi 2,3% menor que o verificado no mesmo período do ano anterior.

Em novembro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) no parque industrial brasileiro evoluiu 0,6 ponto percentual, passando de 77,7% para 78,3% (de acordo com dado ajustado). Em novembro de 2016, a UCI estava em 76,2%.

“Embora alguns dados mensais sejam negativos, os resultados positivos estão ficando mais frequentes”, avaliou, em nota, o economista da CNI, Marcelo Azevedo. “Isso indica que a atividade industrial está se recuperando lentamente”, completou.


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Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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