Juros futuros de longo prazo cedem com exterior e julgamento de Lula – Valor

SÃO PAULO  –  As taxas de DI tiveram movimentos bastante moderados nesta quarta-feira (17), mas conseguiram sair das máximas do dia, especialmente as dos vértices mais longos. O movimento pode ser explicado pelo alívio na taxa de câmbio, depois da pressão de terça (16), em meio às renovadas vendas de dólares em todo o mundo e ao firme apetite por ativos de risco.

Os prêmios de risco voltaram a ceder. O juro médio projetado para o primeiro trimestre de 2021 caiu 25 pontos-base. A taxa para os primeiros três meses de 2022 cedeu 16 pontos-base. O juro médio embutido na curva de DI para todo o ano de 2024 recuou 15 pontos-base, enquanto a taxa para 2026 deslizou 28 pontos-base.

Sobretudo no “miolo” da curva – vértices entre 2020 e 2023 -, a queda segue motivada pela percepção de que esse trecho oferece bom prêmio com menos risco.

“Agora o grande foco é o dia 24”, diz o operador de uma corretora, referindo-se ao 24 de janeiro, data marcada para o julgamento, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de recurso do ex-presidente Lula referente a denúncias de corrupção contra o petista envolvendo um tríplex no Guarujá (SP). Caso seja condenado, Lula será impedido de concorrer às eleições de 2018, o que, para o mercado, abre caminho para a vitória de um candidato reformista.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 tinha taxa de 6,905% ao ano (6,9% no ajuste anterior), o DI janeiro/2020 operava estável, a 8,050%, o DI janeiro/2021 subia a 8,900% (8,89% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 tinha estabilidade, cotado a 9,670%.

Fonte Oficial: Valor.

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