Ibovespa cai aos 80.963 pontos com perda de força do exterior – Valor

SÃO PAULO  –  O Ibovespa cedeu nesta quinta-feira (18) a um movimento de correção depois de ultrapassar o topo histórico em 81 mil pontos na quarta (17), em um momento em que o noticiário corporativo vem dando importante tom para os negócios e a confiança no crescimento global e local ainda não se esvaiu.

No fechamento, o Ibovespa caiu 0,28%, aos 80.963 pontos, depois de atingir a mínima intradia em 80.498 pontos. Mesmo em dia mais fraco, a máxima do pregão, de 81.367 pontos, representa um novo recorde. O volume negociado foi de R$ 7,6 bilhões.

O pico das baixas foi atingido no mesmo momento em que as bolsas americanas pioravam seu desempenho, também pausando ganhos depois de testarem importantes recordes. No fim do dia, Wall Street teve uma melhora marginal no desempenho, e o Ibovespa, acompanhando a tendência, decidiu se manter no campo negativo, mas sem um movimento de ajuste tão intenso.

O termo “ajuste” se encaixa bem agora. Na leitura de operadores, o movimento de hoje não é nada que atrapalhe a tendência positiva em que insistentemente tem se falado e que é baseada no crescimento econômico previsto para este ano no mundo e no Brasil.

Destaques

O noticiário corporativo, que ontem levou a Petrobras aos maiores preços em mais de três anos, também tem ditado importante tom dos negócios, com o setor de papel e celulose sendo o grande destaque desta quinta. Nas maiores altas do Ibovespa, destaque para a Suzano, Fibria e Klabin, em meio às recomendações de grandes bancos de elevar exposição ao setor e com o reajuste de preços da celulose anunciado pela Fibria.

Em volumes financeiros, os papéis do setor também chamaram a atenção, com Fibria (+5,09%, a R$ 52,87) girando R$ 236,5 milhões, quase três vezes maior do que o pregão anterior, e Suzano (+6,87%, a R$ 21,00) movimentando R$ 118,4 milhões, mais que o dobro do negociado anteriormente.

A queda do Ibovespa no dia foi impulsionada pela correção de “blue chips”, como Vale (-0,67%, a R$ 42,86) e Petrobras ON (-0,15%, a R$ 19,44) e PN (-0,76%, a R$ 18,22), enquanto a maioria dos bancos também teve um dia de acomodação.

Já o investidor de Eletrobras azedou o humor mais uma vez em meio às questões envolvendo a privatização. A PNB caiu hoje 2,28%, a R$ 20,11, enquanto a ON cedeu 0,69%, a R$ 17,15, em dia que a Moody’s destacou que a privatização da empresa poderia fortalecer o seu perfil de crédito, mas que o prazo para a aprovação da matéria é apertado.

Fonte Oficial: Valor.

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