Ibovespa fecha em queda de 0,28%, aos 80.962,64 pontos – Jornal do Comércio

Um dia após galgar novo patamar histórico e chegar aos 81 mil pontos, o Ibovespa teve um dia de realização de ganhos e voltou operar na marca dos 80 mil pontos nesta quinta-feira (22). O movimento do índice à vista da bolsa brasileira foi em linha com seus pares em Nova Iorque, que abriram a sessão e se mantiveram em baixa na maior parte do pregão, tendo como um dos motivos a hipótese de paralisação dos Estados Unidos, a partir de sábado, se não houver acordo entre democratas e republicanos

O Ibovespa fechou a sessão de negócios em queda de 0,28%, aos 80 962,64 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 9,5 bilhões, acima da média dos últimos 21 dias.

No início do pregão, o índice rondou a estabilidade e oscilava sem um norte definido, entre os terrenos negativo e positivo. Na parte da tarde, acentuou o ritmo de queda puxada pela desvalorização mais forte das ações da Petrobras ON e PN – que suavizaram o ritmo e fecharam em queda de 0,15% e 0,76%, respectivamente – e a virada de todas as blue chips do setor financeiro para o vermelho, com destaque para o Banco do Brasil ON, que recuou 0,68%. A Vale e suas correlatas do setor de siderurgia também apresentaram recuo.

“É uma realização natural em razão das altas que houve. O Ibovespa está em sintonia com Nova York e as blue chips recuam, mais ainda mantêm ganhos acumulados”, afirma Ariosvaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor.

Segundo analistas, dois motivos deram o tom de cautela aos investidores que acentuaram a atuação na ponta de venda: a proximidade do julgamento pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para a próxima quarta-feira, 24, e o aumento das incertezas sobre o adiamento da votação da reforma da Previdência, que estava marcada para ocorrer em fevereiro próximo.

De acordo com um relatório divulgado pelo BNP Paribas, o cenário mais provável para o julgamento da ação contra o ex-presidente Lula é a sua condenação pelos votos dos três juízes que vão analisar o caso. O banco acha este cenário provável, enquanto vê chance menos provável da condenação por dois votos e improvável Lula ser absolvido.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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