Qual é a melhor forma para fisgar o cliente? – Jornal do Comércio

Tecnologia que alie digital e ponto físico, personalização, ambiente de loja, astral do vendedor e público pretendido. A lista de possibilidades de como atuar no varejo é tão infinita quanto as respostas a uma pergunta: o que o empreendedor deve fazer para melhorar o seu negócio? No último dia de visitas técnicas da comitiva gaúcha em Nova Iorque, o cardápio foi mais que variado e mostrou apostas em novas gerações, entregas com base em perfil de clientes, atenção para detalhes e uso da tecnologia para venda on-line e retirada nas lojas físicas.   

A iniciativa para conhecer as experiências uniu Sebrae-RS, Sindilojas Porto Alegre e Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL-POA). O grupo com cerca de 30 empreendedores de diversos pontos do Estado percorreu sete pontos. A primeira parada foi no Lowe’s, loja de materiais para construção e casa, que foca uma missão clara: “ajudar os clientes a amarem onde vivem”, lembra o vice-presidente da CDL-POA, José Roberto Resende. Com isso, focam facilitar pedidos por meio digital para retirar nas lojas – 60% das vendas. A empresa oferece eletricista e outros prestadores de serviços, além de alugar ferramentas para apoiar os clientes.

Fabiano Zortéa, coordenador de projetos do Sebrae-RS, destacou exemplos que combinam a integração física e on-line com foco em perfil, de consumidor, casos da Rebecca Minkoff, que virou paradigma de como usar os espelhos inteligentes. Além disso, redes como Lululemon chamam vendedores de educadores e ainda apostam em espaços para trocas e hub de relacionamentos entre profissionais. O grupo conheceu ainda a Nike que customizar tênis e a loja mais recente da Melissa, que cria ambiente próximo a uma galeria de arte. Zortéa diz que agora os empresários voltam para o Rio Grande do Sul e terão de avaliar e decidir o que fazer. “Eles vão ver como agir, e somos sócios nessa empreitada para melhorar os negócios. Precisamos gerar resultados, e nem sempre isto tem a ver com disponibilidade de dinheiro”, observa o coordenador. 

Eataly: é uma grande boutique de comida, com foco em diversidade de produtos da culinária italiana. Ambientes tem tudo que o cliente busca, desde restaurantes, produtos para comprar e levar. É um modelo que explora a cultura italiana, foi fundado por italianos. No Brasil, tem filial em São Paulo. Alta qualidade de itens e espaços que provocam os clientes pelos aromas e beleza da apresentação. 

Lowe’s: vende itens para casa e material de construção, o cliente escolhe o produto na prateleira e não precisa ir até o caixa. O vendedor vai até ele e efetua a compra. Isso porque a Lowe’s adotou o POS – como é chamada a máquina para registrar a compra móvel. A ideia é facilitar a vida do cliente. Se optar por pagar com cartão, faz a operação. O recibo pode ser impresso na hora, pois o vendedor leva a máquina de impressão presa à cintura. Tem 60% de venda pela internet com retirada na loja. 

Lululemon: roupas para ginástica, com preços 30% acima de concorrentes, líder no seu segmento no mercado norte-americano. Aposta neste diferencial para atrair clientes adeptos de hábitos e estilo de vida saudáveis. Na vitrine da loja, é comum que professores de ioga façam demonstração de exercícios. Atua em várias frentes. Vendedores são chamados de educadores, pois eles têm amplo conhecimento do produto e ensinam o consumidor para que ele entenda por que paga o valorpelos artigos. Os “educadores” são extremamente somáticos e bem com a vida. Cliente tem atendimento super personalizado. O nome dele é anotado no provador quando vai experimentar uma roupa, oportunidade também para captar dados que depois alimentam um cadastro. Vínculo com comunidades e espaço para hub de contatos com profissionais e segmentos ligados aos mesmos valores.

Nike: loja na Broadway, em Manhattan, é a única que faz customização de produtos. Inaugurada em fim de 2016, começou com roupas e, desde 2017, passou a fazer para tênis. Na própria loja, o cliente pode fazer a personalização, com diversos tipos de acessórios, itens que pode acoplar ao artigo. Pode pintar o tênis. Além disso, também promove campanha de igualdade, em que busca incentivar a impressão da palavra em diversos idiomas. É um exemplo de co-criação, para quem quer montar seu próprio calçado, a partir do básico da marca.

Rebecca Minkoff: estilista tem 35 anos e seu público é a geração chamada de millenium, de 18 a 30 anos. Antes mesmo de surgirem as tecnologias digitais como vitrines e espelhos digitais, Rebecca Minkoff começou a implementar. na loja no Soho, área de venda e provadores tem espelhos inteligentes com funcionalidades que são acionadas pelo cliente como uma tela. O cliente seleciona o produto, pode optar pelo tipo de luminosidade para avaliar a peça, pode solicitar uma bebida enquanto espera. A estilista criou a loja para s adequar à geração que atende. Depois, o consumidor que faz o pagamento em pontos de recepção da compra.  

Urban Outfitters: loja focada em milleniuns, e que cada vez mais oferece opções para que o cliente fique mais tempo dentro da loja. Tem salão de beleza na loja, que é de parceiro, além de restaurante e espaços de venda de produtos como imagens e foto. Estuda perfil do cliente para montar o mix. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!