Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta, apesar de paralisação nos EUA – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (22), indiferentes à paralisação do governo dos EUA e à espera da decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

O governo Trump, que completou um ano neste fim de semana, entrou hoje em seu terceiro dia de paralisação parcial, depois de falhar na sexta-feira em obter um acordo no Congresso para elevar o teto da dívida federal e estender seu financiamento.

Para Michael McCarthy, estrategista-chefe de mercados da CMC Markets, investidores veem o impasse orçamentário nos EUA como resultado de “manobras políticas com pouco impacto econômico”.

Ontem à noite, senadores em Washington chegaram perto, mas não conseguiram fechar um acordo que permitisse a reabertura da máquina pública federal dos EUA. Há expectativa de que o Senado vote às 15h (de Brasília) desta segunda uma proposta para garantir o financiamento do governo até 8 de fevereiro, mas ainda é incerto se haverá apoio suficiente para sua aprovação.

Em Tóquio, o índice Nikkei garantiu alta marginal de 0,03% no fim do pregão de hoje, fechando a 23.816,33 pontos. O BoJ irá anunciar decisão de política monetária na madrugada desta terça-feira. Embora não haja expectativa de mudanças imediatas, investidores ficarão atentos a eventuais sinais sobre futuro aperto na política do banco central japonês.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,39%, a 3.501,36 pontos, ultrapassando a barreira dos 3.500 pontos pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta mais expressiva, de 1,16%, a 1.943,91 pontos, favorecido pela demanda por ações de menor valor de mercado.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve alta de 0,43% em Hong Kong, a 32.393,41 pontos, renovando máxima histórica, enquanto o Taiex atingiu o maior nível em 28 anos em Taiwan, com ganho de 0,72%, a 11.231,46 pontos, e o filipino PSEi avançou 0,39% em Manila, a 8.950,62 pontos.

A exceção foi o mercado da Coreia do Sul, mais uma vez pressionado por seu maior componente, a Samsung Electronics. O índice Kospi caiu 0,72% em Seul, a 2.502,11 pontos, à medida que a Samsung apresentou queda de 2,2% em meio a novas preocupações com a fraca demanda pelo iPhone X. A empresa sul-coreana é fornecedora de componentes do smartphone da Apple.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho pelo quinto pregão consecutivo, influenciada principalmente pelo fraco desempenho de papéis de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 recuou 0,23% em Sydney, a 5.991,90 pontos, seu menor patamar em sete semanas.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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