Taxas futuras de juros têm viés de alta com julgamento de Lula no radar – Jornal do Comércio

Os juros futuros mostram viés de alta, após iniciarem a sessão com viés de baixa em meio ao dólar fraco diante da paralisação parcial do governo norte-americano. Os ajustes positivos das taxas refletem um pano de fundo de cautela antes do julgamento de recurso do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na quarta-feira, disse um operador de renda fixa. Por enquanto, o mercado precificou parcialmente a possibilidade de Lula se tornar inelegível.

Em Londres, em encontro em café da manhã desta segunda-feira (22) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, respondeu a questionamentos de 15 participantes sobre o futuro da reforma da Previdência, eleições, crescimento da economia e seus riscos, papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e regra de ouro, entre outros pontos.

“O ministro expressou o otimismo esperado”, resumiu um economista de um fundo de investimentos que esteve presente ao encontro, que durou 1h20min. Segundo ele e outros participantes, Meirelles reforçou a projeção oficial de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% e afirmou que a inflação continuará baixa.

Um investidor britânico relatou que o único ponto que pode fazer a economia mostrar algum soluço, de acordo com Meirelles, seria a eleição, mas que o cenário ainda está imprevisível. “A eleição é o maior desafio, mas essa não é uma questão apenas do Brasil. Em muitos países a economia vai bem e o que pesa mais é a questão política. De um modo geral, ele foi muito otimista.”

Às 10h07min, o DI para janeiro de 2019 estava em 6,920%, de 6,915% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2020 marcava 8,10%, na máxima, de 8,08% do ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2021 exibia 8,94%, na máxima, de 8,93% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 marcava 9,71%, de 9,69% no ajuste anterior.

No câmbio, o dólar à vista caía 0,45%, aos R$ 3,1866. O dólar futuro de fevereiro recuava 0,34%, aos R$ 3,1910.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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