Conselho da Caixa destitui 3 executivos afastados e abre seleção – Valor

BRASÍLIA  –  (atualizada às 19h25) O conselho de administração da Caixa Econômica Federal afastou de forma definitiva três dos quatro vice-presidentes que estavam afastados por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção que são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e Política Federal. Também foi aberto processo seletivo envolvendo todas as 12 vice-presidências da instituição e um plano de capitalização que prevê a retenção de dividendos, emissão de dívida no mercado externo e venda de carteiras de crédito.

Segundo nota divulgada há pouco ficou decidida a destituição do vice-presidente Corporativo, Antônio Carlos Ferreira; do vice-presidente de Governo, Roberto Derziê de Sant’Anna; e da vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira. Eles estavam afastados desde a semana passada após o presidente Michel Temer acatar sugestão do MP e do Banco Central (BC). 

Foi aprovada a restituição ao cargo o vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital, José Henrique Marques da Cruz, “em razão da constatação, em investigações interna e independente, de ausência de elementos suficientes para configuração de sua responsabilidade”.

O conselho determinou o início imediato de processo competitivo de seleção, com apoio de empresa especializada, para todos os cargos de vice-presidente. Este processo de seleção ocorrerá nos próximos 12 meses e começará pelas vice-presidências que tiveram representantes afastados. 

O conselho de administração aprovou também a atualização do plano de contingência de capital do banco. Essa atualização permite que a instituição assegure o cumprimento das exigências regulatórias e prudenciais previstas no Acordo de Basileia III para os anos de 2018 e 2019.

Dentre as medidas previstas no plano, destacam-se: a recapitalização pelo Tesouro Nacional dos dividendos a serem pagos pela Caixa relativos aos exercícios de 2017 e 2018; a emissão de instrumentos de dívida perpétua (capital de nível I) no mercado internacional; e a securitização e venda de carteiras de crédito sem retenção de riscos. As duas últimas noticiadas pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

O banco ressaltou que o plano de contingência de capital vem sendo implementado desde o início de 2017 com adoção de medidas para fortalecer a governança corporativa e a gestão da estrutura de capital.

“A Caixa vem implementando medidas visando maior eficiência e a otimização do capital. O banco reduziu despesas, ajustou processos de alocação de capital, aprimorou a gestão da carteira de crédito usando a estratégia do Retorno Ajustado ao Risco (RAROC), ampliou a margem de contribuição de seus produtos e serviços, ajustou o benefício pós-emprego para equacionamento do passivo atuarial e realizou a disseminação da cultura de risco, dentre outras ações. O processo de ajuste é contínuo e permanente, conforme previsto no novo Planejamento Estratégico da Caixa”, explicou o banco.

Segundo a nota, com a atualização do plano, a Caixa assegura o cumprimento do seu planejamento para 2018, incluindo o orçamento previsto para habitação popular, sem a necessidade da emissão de instrumento de dívida junto ao FGTS.

Com a atualização do plano, a CAIXA assegura o cumprimento do seu planejamento para 2018, incluindo o orçamento previsto para habitação popular, sem a necessidade da emissão de instrumento de dívida junto ao FGTS.

Fonte Oficial: Valor.

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