Número de novas empresas registra alta de 13,6% em 2017 – Jornal do Comércio

O número de novas empresas cresceu 13,6% no Brasil em 2017 na comparação com o ano anterior, de acordo com o levantamento da Boa Vista SCPC. Contudo, no quarto trimestre do ano passado, a quantidade de companhias criadas caiu 2,2% ante o terceiro trimestre.

Na classificação por forma jurídica, o Microempreendedor Individual (MEI) continuou com papel de destaque em 2017 ante 2016, crescendo 19,1%, enquanto as Microempresas (MEs) tiveram expansão de 6,8%. Já os demais tipos de companhias registraram queda de 12,8% na mesma base de comparação.

Em termos de composição, o MEI representou 75,5%, as microempresas participaram com 16,8%, e as demais categorias corresponderam a 7,8% do total. Por setores, serviços teve um leve aumento na participação em 2017, de 55,6% para 55,9%.

O comércio teve ganho de 1,3 ponto porcentual, para 35,1%. Já o setor industrial perdeu espaço, passando de 9,9% para 7,9%. O segmento rural correspondeu a 1,2% do total no período.

Quanto à divisão territorial, todas as regiões apresentaram alta de 2016 para 2017. Centro-Oeste (18,6%) e Sul (17,1%) foram as que acumularam mais empresas novas no ano, seguidas por Norte do País (15,1%), Sudeste (12,8%) e Nordeste (10,2%).

O levantamento foi realizado pela Boa Vista SCPC a partir das novas empresas registradas na Receita Federal, considerando todo o território nacional.

A demanda das empresas por crédito no País registrou queda de 0,3% em 2017 na comparação com 2016, de acordo com a Serasa Experian. Trata-se do terceiro ano consecutivo de recuo na demanda do setor por crédito. A última alta, de 5,0%, foi verificada em 2014. Contudo a entidade informa que a retração apurada em 2017 é menos intensa que a de 2,2% em 2016 e a de 1,9% em 2015.

A queda na procura por crédito no ano passado reflete, segundo os economistas da Serasa, o declínio de 4,5% no primeiro semestre. Já na segunda metade de 2017, houve aumento de 3,9% em relação ao segundo semestre de 2016, em razão da continuidade da redução das taxas de juros. Entretanto, ponderam, a elevação foi insuficiente para compensar o recuo da primeira metade de 2017.

De acordo com a Serasa, a queda na demanda por crédito foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas, que apresentaram declínio de 7,6% e de 6,6%, respectivamente. Já as micro e pequenas empresas registraram estabilidade na demanda por crédito no ano passado. O setor de serviços mostrou avanço de 0,8% na procura por crédito. Contudo a alta foi superada pela queda de 2,6% das empresas industriais e de 1,0% das empresas comerciais.

No ano passado, a demanda empresarial por crédito cedeu em quase todas as regiões. No Norte, houve declínio de 2,0%, enquanto no Centro Oeste a retração foi de 1,5%. Já no Nordeste (-0,3%) e no Sul (-0,1%), o recuo foi menos intenso. Somente no Sudeste a demanda empresarial por crédito subiu (1,4%) em 2017.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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